17/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

ONU deve votar nesta quarta (12) a condenação de anexações feitas pela Rússia

Publicado em 12 de outubro, 2022

ONU deve votar nesta quarta (12) a condenação de anexações feitas pela Rússia

A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar nesta quarta-feira (12) a condenação da Rússia pela anexação de territórios na Ucrânia.

Representantes das Nações Unidas começaram na segunda-feira (10) o debate sobre a resolução que condenaria os “chamados referendos ilegais” da Rússia e a “tentativa ilegal de anexação”.

No primeiro dia de assembleia, 107 dos 193 países-membros votaram a favor da realização de uma votação pública –e não secreta, como pediram os russos.

Anexação

Em setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou a anexação de quatro regiões parcialmente ocupadas na Ucrânia: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. A anexação foi anunciada após autoridades apoiadas pela Rússia realizarem espécies de referendos nos territórios. A Ucrânia e aliados denunciaram os votos como ilegais e coercitivos.

Na ocasião, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para votar a condenação da medida, mas o Kremlin vetou a resolução. Brasil, China, Índia e Gabão se abstiveram de votar.

Na assembleia-geral, porém, não há vetos permitidos e as abstenções não contam para a contagem final.

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse nesta terça-feira (11) que os EUA observarão quais países estarão ao lado da Rússia na votação.

Escalada de tensão

Ainda na segunda-feira, a Rússia disparou mísseis de longo alcance contra cidades da Ucrânia, matando civis e desligando instalações de energia e calor.

As explosões atingiram a capital ucraniana, Kiev, com a maior intensidade desde o início do confronto, além das regiões de Lviv, Ternopil e Zhytomyr, no oeste da Ucrânia; Dnipro e Kremenchuk, no centro; Zaporizhzhia, no sul; e Kharkiv, no leste.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, chegou a acusar Moscou de ter cometido crimes de guerra ao mirar deliberadamente instalações de energia para promover “condições insuportáveis ​​para os civis”.

Segundo Putin, os mísseis foram detonados em vingança a ataques ucranianos, que incluíram a destruição de uma ponte que liga o território russo à Crimeia.

Em uma reunião emergencial nesta terça-feira, os líderes do G7 — grupo formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos — condenaram os ataques.

“Condenamos esses ataques nos termos mais fortes possíveis e lembramos que ataques indiscriminados a populações civis inocentes constituem um crime de guerra”, disseram em comunicado.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou das conversas e pediu que os esforços para “criar um escudo aéreo” sobre o seu território sejam intensificados.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.