
Foto: Divulgação/Marcelo Cadilhe
O candidato ao governo do Amazonas pela coligação “Nós, o Povo” (Solidariedade/PSB), Ricardo Nicolau, afirmou que vai promover mudanças de gestão, já no primeiro dia de governo, para zerar as filas de pacientes que dependem do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) para conseguir exames, consultas e cirurgias na rede pública de saúde. De acordo com o candidato, o sistema é tão lento que as pessoas esperam anos por uma cirurgia, por exemplo, e qualifica a espera como “fila da morte”.
“A depender da situação do paciente, a longa espera pode determinar se ele vai viver ou não, se terá sequelas que podem deixar marcas para o resto da vida. A estimativa é de que 200 mil pessoas estão nessa fila da morte do Sisreg. Com saúde não brinca. Se a população me der a chance de governar o Estado, vou combater as filas do Sisreg no primeiro dia de governo. De manhã cedo, eu vou estar lá no Sisreg para poder fazer as modificações e credenciar médicos. Não vou esperar chegar perto da eleição para trabalhar e resolver os problemas que afetam a população”, garantiu.
Em 2017, Ricardo Nicolau participou da elaboração de diretrizes de trabalho e da execução das primeiras ações do programa Fila Zero do governo estadual. Na ocasião, mais de três mil pessoas saíram das filas de consultas e exames na rede pública de saúde nas primeiras 24 horas do programa.
No período em que Ricardo Nicolau esteve à frente do Fila Zero, houve redução global de 33% das filas em menos de um mês, com 45,2 mil saindo das filas de espera (redução de 137,4 mil para 92,2 mil). Ao todo, 77 procedimentos zeraram filas para consultas, exames e cirurgias e outros 22 procedimentos reduziram as filas pela metade.
Ricardo Nicolau apresentou um plano para elevar a qualidade do atendimento e da infraestrutura do sistema estadual de saúde e torná-lo um dos melhores do Brasil. As propostas preveem uma série de medidas, com destaque para a criação dos Centros de Atenção Integral à Saúde (CAIS), a construção de uma maternidade de alta complexidade e modernização das unidades existentes.
De acordo com Ricardo Nicolau, é possível tirar a saúde do Amazonas da UTI e transformá-la em referência para o país. “Hoje, a maioria dos pacientes do interior vêm para Manaus em buscar de atendimento. Para resolver isso, vamos implementar o CAIS, que é uma grande clínica com laboratórios e exames que vai dar suporte à rede básica dos municípios”, explica.
Ainda como parte da transformação da saúde, Ricardo Nicolau propõe construir quatro Centros de Radiodiagnóstico em Manaus, equipados com toda a infraestrutura laboratorial e exames de imagem, além de modernizar os centros cirúrgicos para diminuir o tempo e internação dos pacientes e, assim, aumentar a eficiência das unidades.
“A maioria das cirurgias feitas no Amazonas é com a técnica convencional. O paciente que retira a vesícula por esse método leva três dias para receber alta. Na cirurgia por vídeo, usando essa tecnologia, o tempo de internação cai para 24 horas. Isso mostra que é possível fazer três vezes mais cirurgias tornando todo o processo mais eficiente”.
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