
Jorge Guaranho (à esquerda) responde pelo homicídio duplamente qualificado contra Marcelo Arruda. Fotos: Reprodução
A defesa do policial penal Jorge Guaranho afirma, em nota, que a prisão dele é “ilegal e desumana” e alega que só deve ser colocado em prisão preventiva o réu “representa um risco à sociedade ou pode fugir ou atrapalhar a produção das provas”, o que segundo a defesa não se configura no caso dele.
A prisão domiciliar de Guaranho foi revogada pela Justiça, que determinou que ele fosse transferido para o Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A revogação foi determinada nesta sexta-feira (12).
O bolsonarista Guaranho é réu por homicídio duplamente qualificado pela morte do tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda.
O crime aconteceu na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (Aresf), em Foz do Iguaçu, Paraná, no dia 9 de julho. No local, Marcelo Arruda comemorava a própria festa de aniversário, quando foi morto a tiros por Jorge Guaranho, que não era convidado do evento, e foi baleado pelo tesoureiro.
O policial ficou um mês internado e teve alta médica na última quarta-feira (10).
A nota da defesa diz ainda que o CMP não tinha condições de receber o policial até a quarta-feira (10) e que “certamente esse cenário não mudou em poucas horas”, o que coloca Guaranho em sério risco.
Jorge Guaranho chegou ao CMP em Pinhais por volta das 2h50 deste sábado (13). As informações foram repassadas pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp).
Devido ao estado de saúde do policial não foi possível fazer o exame de corpo e delito pelo Instituto Médico-Legal (IML), procedimento que é padrão após a prisão.
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