28/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sucessor de Bin Laden é morto em operação militar dos EUA no Afeganistão, diz Joe Biden

Publicado em 01 de agosto, 2022

Ayman al-Zawahiri era líder e um dos fundadores da Al-Qaeda. Foto: Reprodução

A morte de Ayman al-Zawahiri, líder e um dos fundadores da Al-Qaeda, foi confirmada nesta segunda-feira (1º/8), pelo presidente dos EUA, Joe Biden. Al-Zawahiri foi morto durante uma operação militar em Cabul, realizada pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), no sábado (30).

O egípcio sucedeu Osama bin Laden na liderança da Al-Qaeda, após a morte do antigo líder da organização, em 2011, por soldados norte-americanos no Paquistão.

O paradeiro de Al-Zawahiri foi localizado em janeiro deste ano. Há uma semana foi dada a autorização final para o ataque. A missão, entretanto, foi planejada para que outras pessoas não fossem atingidas. “Nenhum membro da família [de al-Zawahiri] foi ferido”, disse Biden.

Em comunicado transmitido ao vivo, Joe Biden disse que al-Zawahiri deixou uma trilha de assassinatos e violência contra os cidadãos dos EUA.

“Nesta noite, deixamos claro mais uma vez que, não importa quanto tempo leve, não importa onde se esconda, se você for uma ameaça para o nosso povo, os EUA irão te encontrar e te matar”, declarou o presidente norte-americano, enfatizando que ações antiterrorismo continurão em andamento enquanto forem necessárias.

Críticas

O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, fez críticas à operação militar, que classificou como uma violação aos “princípios internacionais”.

Al-Zawahiri era médico e cirurgião de formação e é apontado como um dos responsáveis pela formação ideológica, as táticas e habilidades organizacionais da Al-Qaeda.

Ataques

O egípcio é suspeito de ter planejado o ataque ao navio norte-americano USS Cole, em 2000, quando um ataque suicida explodiu a embarcação atracada no Iêmen e matou 17 marinheiros.

Em 1998, al-Zawahiri foi acusado pelos EUA de participação nos ataques com bombas nas embaixadas do país no Quênia e na Tanzânia, que mataram 224 pessoas.

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