Foi em 6 de junho de 1944, portanto, há exatos 78 anos, que houve a invasão, pelos Aliados (vários países) da Normandia, no Norte da França. Essa sigilosa operação recebeu o nome de Netino.
Foram 155 mil soldados (de vários países: Reino Unido, EUA, Canadá, França, etc…) Aliados na invasão. Houve milhares de baixa (quase 6 mil), é claro, mas, a partir desse grande ato e batalha, a Alemanha Nazista e Hittler, iniciou de fato a sua grande derrota, meses depois (maio de 1945).
Esse importante evento foi apelidado de O DIA D. O nome é muito utilizado por quem marca no porvir alguma data ou evento importantes. O termo foi utilizado pelos norte-americanos ainda na 1a. Guerra (1914-1918), mas, tornou-se famosa neste dia da Segunda Grande Guerra.
Tecnicamente falando o planejamento do evento é estruturado marcando-se o Dia (D), Hora (H) e minuto (M) do começo da ação e calculando-se da seguinte forma: O dia anterior é dia D – 1, a hora anterior é hora H – 1. O segundo dia de operação é Dia D + 1. E assim por diante. Dia D, hora H. Ou seja, o dia 5 de junho de 1944 foi o dia D – 1. O Dia 7 foi o dia D + 1.

O famoso e premiado filme “O resgate do soldado Ryan”, de 1998, foi baseado nesta invasão de 1944.
No filme ao desembarcar na Normandia, no dia 6 de junho, o Capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de comandar um grupo do 2⁰. Batalhão para o resgate do soldado James Ryan (Matt Damon), o caçula de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, vivo para casa. A Direção é de Steven Spielberg.
As despesas do filme ficaram em torno de U$ 70 milhões. A receita U$490 milhões. Um lucro estupendo.
O DIA D mudou os rumos da humanidade. Não foi um dia comum. Os resultados positivos da empreitada aliada trouxeram a “virada no jogo” no tabuleiro político-social do futuro.
* Daniel Sales é pesquisador cultural.