
Apesar da promessa russa, ataques continuam na Ucrânia e depósito da Cruz Vermelha é atingido
Apesar de a Rússia ter prometido reduzir os ataques na Ucrânia, bombardeios voltaram a ser registrados em Chernihiv, no norte, segundo afirmou o prefeito local Vladyslav Atroshenko.
Vários sistemas de lançamento de foguetes também foram ouvidos perto do último posto de controle entre Kiev e Irpin, assim como disparos esporádicos de armas pequenas. A situação atual da região mostra que, na verdade, os combates intensos continuaram nos arredores de Kiev nesta quarta-feira (30).
Também nesta quarta, novas imagens de satélite foram divulgadas de Mariupol, uma das mais atingidas pelo conflito. O depósito da Cruz Vermelha que fica no centro da cidade foi afetado por pelo menos dois ataques.
Uma imagem de satélite da Maxar Technologies confirma o ataque. Citando imagens adicionais que capturou, a empresa disse que o extremo norte do depósito foi atingido em algum momento entre 19 e 22 de março. Um segundo ataque militar, no extremo sul do edifício, ocorreu em algum momento entre 23 e 26 de março.
O porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Jason Straziuso, disse que é um armazém da Cruz Vermelha. “Não temos uma equipe no terreno, então não temos outras informações, incluindo possíveis vítimas ou a extensão dos danos”, disse Straziuso. “Podemos dizer que já distribuímos todos os suprimentos de ajuda no armazém”.
Sobre as negociações ocorridas na Turquia com os ucranianos na terça-feira (29), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta quarta (30) que as conversas “não foram promissoras”. “É positivo que o lado ucraniano tenha pelo menos começado a formular concretamente e colocar no papel o que propõe. Quanto ao resto, ainda não podemos afirmar nada promissor, nenhum avanço. Muito trabalho pela frente.”
Atroshenko criticou a alegação da Rússia na terça-feira (29) de que planejava “reduzir drasticamente” seu ataque militar a Chernihiv e à capital ucraniana, Kiev. “Esta é mais uma confirmação de que a Rússia sempre mente”, disse ele a Berman.
A promessa da Rússia na terça-feira parecia mostrar sinais de progresso em direção a uma saída para o conflito. Mas, de acordo com Atroshenko, as hostilidades na verdade aumentaram em Chernihiv desde que a reivindicação foi feita.
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