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No dia 21 de julho do ano passado, em Itapevi, São Paulo, um vendedor de churros de 46 anos e seu filho de 11 consumiram uma marmita entregue por um desconhecido. A comida estava envenenada com chumbinho, um agrotóxico usado ilegalmente para matar ratos. A criança está até hoje internada para tratamento. No dia seguinte, dois moradores de rua, inclusive o que entregou três marmitas para o vendedor, morreram por consumirem o mesmo alimento contaminado.
Nenhum responsável pelo crime foi identificado ou preso, o que causa revolta no pai. De acordo com a investigação policial, as refeições foram envenenadas depois de serem entregues às vítimas.
Segundo o pai, o menino teve sequelas cerebrais que afetaram a coordenação motora. A criança não consegue falar ainda, é alimentada por meio de sonda, mas graças a um acompanhamento especializado já ganhou peso e melhorou a coordenação. Ainda não há previsão de alta.
Cerca de 30 pessoas já foram ouvidas pela polícia de Itapevi, que aguarda o resultado dos laudos periciais, que ainda estão em elaboração.
Na noite de 21 de junho, o morador de rua Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira – um dos que morreram no dia seguinte – recebeu cinco marmitas de voluntários. Três foram dadas para o vendedor de churros porque não queria que estragassem. O alimento foi doado aos moradores de rua por uma mulher ligada a uma igreja evangélica. Na ocasião, ela disse ter alimentado a própria família com a mesma comida entregue às vítimas. Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que a comida foi deixada num posto de gasolina desativado.