13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

O mesmo objetivo 

Publicado em 01 de julho, 2021

Por Augusto Bernardo Cecílio

Lançado em 2015, o Programa Estadual de Cidadania Fiscal do Amazonas engloba um conjunto de ações de caráter permanente do Governo do Estado com o objetivo de engajar a sociedade no acompanhamento das finanças públicas, desde o devido recolhimento dos tributos até a destinação dos recursos em prol de toda a coletividade.

E quais são as suas diretrizes? Incentivar a participação direta do cidadão em ações que tenham por finalidade o incremento da arrecadação tributária do Estado e a correta aplicação dos recursos públicos; disseminar a educação fiscal junto à sociedade; combater a sonegação fiscal e estimular a regularização cadastral das empresas junto à Sefaz.

O Programa possui dois pilares de sustentação, que são o Programa de Educação Fiscal e a Campanha Nota Fiscal Amazonense. O primeiro é coordenado nacionalmente pelo GT66 do Confaz, se espalha pelo país, e no Amazonas é coordenado pela Sefaz, em parceria com a Seduc, Semed, Semef e Receita Federal do Brasil, com a participação de outras instituições públicas e privadas, objetivando sensibilizar o cidadão para a função socioeconômica do tributo.

Visa, também, conscientizar sobre a importância da exigência do documento fiscal nas compras e serviços, levar conhecimento sobre o Sistema Tributário Nacional e as obrigações tributárias, disseminar informações e conceitos sobre Gestão Fiscal e controle social.

O segundo pilar é a campanha, que tem por objetivo geral tornar a exigência dos documentos fiscais eletrônicos um hábito por parte dos cidadãos, por meio de estímulo, na forma de premiações, aos consumidores e a entidades sociais sem fins lucrativos.

Também visa incentivar as empresas socialmente responsáveis pelo destaque como participantes da campanha e pelo combate à concorrência desleal, além de engajar a sociedade na prática da solidariedade e no aumento da arrecadação, sem aumento da carga tributária.

Estamos falando de duas coisas aparentemente diferentes, mas que migram automaticamente na mesma direção, que é a prática da cidadania. E a cidadania é uma via de mão dupla: de um lado, temos os direitos (que devemos conhecer e defender, porque são conquistas e que duraram anos para se concretizar). Do outro lado temos os deveres ou obrigações, que todo o cidadão deve cumprir.

Quando uma pessoa potencializa só os seus direitos e esquece de cumprir com suas obrigações, certamente temos aí um cidadão pela metade. E isso não contribui para o crescimento da sociedade.

É comum conhecer alguém que só sabe criticar, mas de quem não se recebe sequer uma sugestão. E isso também ocorre entre as empresas, quando a concorrência desleal pode prejudicar os seus concorrentes e a economia, cabendo ao governo manter o equilíbrio das forças, promovendo a paz nas relações comerciais.

Por fim, não devemos ter receio em copiar as coisas boas que acontecem em outros países, inclusive o costume de receber uma nota fiscal sem pedir, pois é uma obrigação legal das empresas.

Certa vez comprei um picolé em frente ao zoológico de Santiago (Chile) e recebi automaticamente a boleta, a nota deles. Foi numa banca que vendia água mineral,  bombom e picolé. Um amigo falou com a vendedora e fez um elogio. A resposta dela foi simples e direta: temos que ajudar ao governo, para que ele nos ajude.

 

Veja mais notícias em Colunas
Autor
Augusto Bernardo Cecílio

* Auditor fiscal da Sefaz, coordena o Programa de Educação Fiscal no Amazonas.

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.