
Ezenilson Silva confessou participação no ataque que deixou três mortos e uma mulher ferida no bairro São Jorge. (Foto: Reprodução)
Manaus – Ezenilson Silva, preso horas após a chacina que deixou três pessoas mortas e uma mulher ferida na segunda-feira (17), no bairro São Jorge, Zona Centro-Oeste de Manaus, teria confessado participação no crime. Segundo a Polícia Civil, o suspeito afirmou que o ataque foi motivado por uma dívida de R$ 16 mil com agiotas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ezenilson teria ido até a residência para pedir dinheiro ao pastor Francisco das Chagas, que morava no imóvel. Além de ser apontado como uma pessoa que já o ajudava financeiramente, o pastor era ex-sogro do suspeito.
Segundo o depoimento apresentado aos investigadores, Francisco teria se recusado a entregar mais dinheiro. Ezenilson então teria perdido o controle e iniciado as agressões.
As outras vítimas estavam dormindo e teriam sido atacadas depois de acordarem com a movimentação dentro da casa.
As vítimas fatais foram identificadas como o pastor Francisco das Chagas, a filha dele, Isabela Coelho Moraes, e o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira de Lima.
Dilma Cilene Lima Sampaio foi ferida durante o ataque e sobreviveu. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.
Segundo a polícia, as vítimas tinham algum grau de parentesco. Duas delas foram encontradas em um quarto, enquanto outra estava no corredor da residência.
Durante o interrogatório, Ezenilson também teria informado aos investigadores o destino da arma utilizada no ataque.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, da DEHS, o suspeito afirmou que teria jogado o objeto utilizado no crime em um igarapé próximo ao local.
A polícia investiga a dinâmica completa da chacina e busca esclarecer todos os detalhes do ataque.
O imóvel foi isolado para a realização da perícia. Equipes do Instituto Médico Legal (IML) e do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram acionadas para os procedimentos necessários.
A Polícia Civil deve apresentar novas informações sobre o caso durante uma coletiva de imprensa.
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