12/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Os desafios de mães policiais para conciliar a profissão com a maternidade

Publicado em 08 de maio, 2021

Três profissionais comentam quais são os desafios e as recompensas de ser policial e mãe. Foto: Divulgação/Lyandra Peres/PC-AM

Neste domingo (9/5), é comemorado nacionalmente o Dia das Mães e, para lembrar a data, servidoras da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) falam sobre os desafios para conciliar o amor pela profissão e pela maternidade. Uma delegada, uma investigadora e uma escrivã da PC-AM destacam quais são os desafios e as recompensas dessa dupla jornada.

Maternidade no começo da carreira

A delegada Grace Jardim, titular do 3° Distrito Integrado de Polícia (DIP), que está na carreira policial desde 2014 e é mãe de uma menina de cinco anos, conta que teve sua filha após um ano de profissão. “Minha filha nasceu em 2015, após um ano que eu estava como delegada. Foi uma experiência maravilhosa. Pude amadurecer bastante, trazer para casa as lições que aprendia no trabalho, e conciliar com a maternidade”, contou.

Ela relata que não teve dificuldade em se ajustar à dupla rotina, graças a uma rede de apoio formada pelos pais dela. Grace Jardim detalha que, por conviver diariamente com a violência e a criminalidade nas inúmeras diligências do cotidiano policial, tenta passar para a filha, da melhor forma possível, os valores e os exemplos para conquistar grandes coisas na vida.

“Temos uma relação muito boa, de amor, carinho e afeto. Tento passar a ela a necessidade da prática da empatia e sempre dou o exemplo do que uso no meu trabalho”, conta a delegada.

A delegada Grace Jardim teve sua filha, hoje com cinco anos, após um ano de profissão. Foto: Divulgação/Lyandra Peres/PC-AM

Obstáculos vencidos

Mãe de dois meninos, um de 24 e outro de oito anos, a investigadora Juliene Santos, que é policial civil há 10 anos e está lotada na Unidade de Apuração de Ilícitos Penais (Uaip), afirma que preza muito pelo privilégio de ser mãe, e mantém esse cuidado como sua prioridade.

Ao entrar para a PC-AM, o primeiro filho já tinha 14 anos. Ela conta que no início a adaptação foi um pouco complicada, mas com dedicação e bastante conversa, conseguiu com que ele se acostumasse com a nova rotina. “Mesmo na correria do dia a dia, faço questão de estar sempre presente. Sou uma mãe presente e zelosa”, observa.

Já para o segundo filho, é uma grande diversão ter uma mãe policial. “Ele tem muita admiração pela profissão e pela farda, provavelmente vai ingressar cedo nas Forças Armadas ou Polícia Militar”.

Para o segundo filho da investigadora Juliene Santos, é uma grande diversão ter uma mãe policial. Foto: Divulgação/Lyandra Peres/PC-AM

Sensibilidade

A escrivã Francione Araújo comenta que a maternidade aflorou ainda mais sua sensibilidade em relação às situações que envolvem famílias e, principalmente, quando há crianças e adolescentes. Ela entrou para a carreira policial em 2001 e conta que os filhos são a motivação para encarar os desafios do cotidiano.

“Eles são os presentes de Deus, nunca desisti de lutar por eles. Me orgulho da minha carreira e tudo que vivi e ainda vou viver na PC-AM. Aprendi a buscar forças mesmo quando acreditamos não ter, e a ter coragem de lutar mesmo quando tudo parece perdido. Sou muito grata por ser mãe e fazer parte da Polícia Civil”, destaca.

A escrivã Francione Araújo diz que a maternidade aflorou ainda mais sua sensibilidade em relação às situações que envolvem crianças e adolescentes. Foto: Divulgação/Lyandra Peres/PC-AM

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