
Durante invasão e destruição à delegacia em Barreirinha, dois populares foram mortos a tiros. Foto: Divulgação
Otávio Gabriel e Rosiel Viana, envolvidos na revolta popular que acabou com a depredação e destruição da delegacia em Barreirinha (distante 331 quilômetros de Manaus) e de duas viaturas da Polícia Militar, foram identificados como dois dos baleados que foram à óbito durante a invasão ao local, na noite deste domingo (21).
Otávio morreu após ser atingido por um tiro no pescoço. Até o momento não há informações de onde tenha partido o tiro. Roniel faleceu hoje após ser transferido para o hospital em Parintins, tendo levado um tiro na cabeça. Em razão do quadro grave foi levado para Parintins, mas não resistiu ao ferimento.
Otávio foi socorrido por amigos, em uma moto, mas já chegou à unidade hospitalar morto. Durante a invasão e depredação, policiais militares tentaram conter a revolta popular e houve tiros.
A morte de uma criança de apenas 1 ano e 6 meses na noite deste domingo (20), por estupro, provocou a ira dos moradores da comunidade do Jabotituta, zona rural de Barreirinha (distante 331 quilômetros de Manaus), com cenas de vandalismo e depredação do prédio da delegacia de polícia. Populares buscaram fazer justiça com as próprias mãos.
O suspeito do crime, o padrasto, estava detido no distrito policial. A mãe da menina também foi levada para a delegacia por suspeita de ser conivente com o crime. Um grupo de populares iniciou a sequência de depredação e incêndio em viaturas da Polícia Militar. Dois veículos foram destruídos, um queimado e outro depredado e virado no meio da via pública. Revoltada, a população invadiu a delegacia para linchar o acusado.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), em nota, informou que, na noite de domingo (20/12), a Polícia Militar do Amazonas encaminhou reforços para Barreirinha em virtude de depredações registradas após a prisão de um infrator suspeito de estupro de vulnerável de uma criança de 1 ano e 6 meses.
No momento, a situação no município está sob controle. Caso seja necessário, serão enviados mais reforços policiais. A Polícia Civil deve encaminhar esta semana uma equipe para investigar o crime e apurar a depredação do patrimônio público.
Este é o segundo crime envolvendo uma menina na cidade. Em novembro, a indígena Ana Beatriz, 5 anos, foi raptada de sua casa e levada para uma região de mata, estuprada e morta na comunidade Nova Vida, área indígena Sateré-Mawé. O principal suspeito é um adolescente de 16 anos que foi apreendido pela polícia e transferido para Manaus.
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