
SSP-AM envia reforços após população ter depredado e destruído viaturas em Barreirinha. Foto: Divulgação
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), em nota, informou que, na noite de domingo (20/12), a Polícia Militar do Amazonas encaminhou reforços para Barreirinha em virtude de depredações registradas após a prisão de um infrator suspeito de estupro de vulnerável.
No momento, a situação no município está sob controle. Caso seja necessário, serão enviados mais reforços policiais. A Polícia Civil deve encaminhar esta semana uma equipe para investigar o crime e apurar a depredação do patrimônio público. Nos últimos anos, vários casos de invasão a delegacias no interior foram registrados, a maioria terminando com morte dos acusados detidos. Um dos casos mais chocantes ocorreu em Borba, quando o preso foi carbonizado em 2018.
A morte de uma criança de apenas 1 ano e 6 meses na noite deste domingo (20), por estupro, provocou a ira dos moradores da comunidade do Jabotituta, zona rural de Barreirinha (distante 331 quilômetros de Manaus), com cenas de vandalismo e depredação do prédio da delegacia de polícia. Populares buscaram fazer justiça com as próprias mãos.
O suspeito do crime, o padrasto, estava detido no distrito policial. A mãe da menina também foi levada para a delegacia por suspeita de ser conivente com o crime. Um grupo de populares iniciou a sequência de depredação e incêndio em viaturas da Polícia Militar. Dois veículos foram destruídos, um queimado e outro depredado e virado no meio da via pública.
Revoltada, a população invadiu a delegacia para linchar o acusado e durante tentativa da polícia de conter os envolvidos, uma segunda morte ocorreu após troca de tiros com a PM.
Com o incêndio e a destruição do distrito, presos teriam conseguido fugir das celas, mas a informação não foi confirmada oficialmente. Quatro pessoas teriam sido baleadas e uma estaria em estado grave. Não há identificação dos baleados até o momento.
Em Borba, em julho de 2018, a SSP-AM também enviou reforços por conta da revolta popular, quando prédios do 9° Companhia Interativa da Polícia Militar (CIPM) e da 74ª Delegacia Interativa de Polícia foram parcialmente depredados.
A revolta foi provocada para a retirada de um infrator, que havia sido preso, suspeito do estupro e homicídio de uma adolescente de 14 anos. Gabriel Lima Cardoso, 18, foi linchado na frente da delegacia e teve o corpo completamente carbonizado.
Conforme informações repassadas pelo Comando de Policiamento do Interior da PM, em poucos minutos, centenas de populares invadiram e retiraram o acusado, praticando o linchamento, a carbonização e a depredação do patrimônio público. Seis policiais militares ficaram machucados, com lesões leves.
Em agosto do mesmo ano, Carlos Paulo Lima Pereira foi a vítima fatal da tentativa de invasão na 32ª Delegacia Especializada de Polícia de Caapiranga (distante 134 quilômetros de Manaus).
O delegado de polícia do Município, Sinval Souza, foi ferido por um tiro de raspão na cabeça na época. O promotor da cidade, que acompanhava o caso na delegacia e negociava com familiares dos presos a remoção, levou uma pedrada na cabeça.
A unidade de saúde de Caapiranga confirmou um óbito e nove feridos. Reforços da Polícia Militar e Polícia Civil foram enviados para Caapiranga no início da noite de hoje para conter ações de depredação do patrimônio público e tentativa de invasão à 32ª delegacia.
A invasão teve como causa o desaparecimento de Cosmo Dantas Mendes e, segundo denúncias e investigações da polícia, os dois presos são suspeitos da execução do rival.
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