
Leiloeiro sugere leilão do Tropical Hotel por até R$ 91 milhões. Só falta decisão judicial . Foto: Divulgação
O próximo leilão do Tropical Hotel deve ser remarcado para o dia 11 de novembro, às 14h. A decisão de realizar um novo leilão foi tomada pelo juiz Paulo Assed Estefan, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Leiloeiro
Segundo o leiloeiro Jonas Rymer ninguém honrou o pagamento da arrematação do hotel, o que provocou a realização de novo leilão.
Sem proposta vinculante como da última vez, o complexo está avaliado R$ 182 milhões, é o lance inicial será de R$ 91.075.000,00.
Abandonado, em escombros, o prédio, que antes foi o principal hotel do Amazonas, não motivou o pagamento pelos vencedores dos dois primeiros leilões. Ocupando um dos mais belos espaços da praia da Ponta Negra, o local é um símbolo da decadência. O setor já perdeu o Ariaú Jungle Tower, hotel de selva, também em escombros, por conta de dívidas.
Não pagaram
O primeiro leilão, dia 16/12/2019, foi arrematado pela Nyata Soluções, por R$ 120 milhões. O segundo (11/02/2020), com lance vencedor do ex-PM e empresário paulista Otacílio Soares, atingiu R$ 260 milhões. Otacílio não pagou e o direito passou para o segundo colocado, a paraense Geretepaua Engenharia, uma agropecuária que atua em Óbidos (PA). Nenhuma delas pagou o prometido e o leilão voltou à estaca zero.
As dívidas do Tropical vão do INSS a FGTS, mas foi pelo não pagamento da energia elétrica que as portas foram fechadas, em maio de 2019. Foi um golpe empresarial pesado para a sociedade amazonense. Até os animais do zoológico do hotel tiveram que ser distribuídos.
Paulo Estefan, o juiz cujo martelo decide a sorte do hotel, é o mesmo que determinou a falência do empresário Eike Batista. A ideia é que o leilão pague as dívidas e sobre algum dinheiro para os donos da massa falida, a maioria funcionários da extinta Empresa de Viação Aérea Rio-Grandense (Varig).
Sobrarão, para o arrematador, os investimentos para reerguer o hotel. Eles vão da revitalização dos escombros até à solução de problemas como os geradores de energia e o mofo, que inviabiliza metade dos apartamentos nos meses de chuva em Manaus, ou seja, metade do ano.
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