07/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Chamas ganham novo fôlego cada vez que contêiner é remexido durante rescaldo em porto

Publicado em 19 de agosto, 2020

Chamas ganham novo fôlego cada vez que contêiner é remexido durante rescaldo no Porto Chibatão, segundo o Corpo de Bombeiros. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Com pouco mais de 24h trabalhando no combate ao incêndio no Porto Chibatão, em Manaus, o Corpo de Bombeiros ainda encontra dificuldades no local. Segundo a corporação, cada vez que um contêiner atingido é remexido, as chamas ganham novo fôlego, com a oxigenação, e labaredas voltam a aparecer.

O sinistro começou por volta das 16h de ontem (18/8), quando um raio caiu no porto aduaneiro, localizado na rua Zebu, bairro Colônia Oliveira Machado, na zona Sul da capital. De acordo com relatos de testemunhas, a descarga elétrica atmosférica teria atingido um contêiner do tipo isotanque, que continha substâncias químicas. O incidente deu início às chamas.

Testemunhas contaram, ainda, que houve uma explosão logo após a queda da descarga. Dos 16 contêineres que foram rapidamente tomados pelo fogo, 11 tanques armazenavam produtos químicos perigosos, que ofereceram grande risco de explosão durante as primeiras 14 horas de combate, quando as chamas estavam intensas na área confinada. Pelo menos, 35 contêineres estavam dispostos na área mais quente.

Bombeiros trabalham no rescaldo. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Até o meio-dia desta quarta-feira (19/8), foram empregadas 15 viaturas no combate ao incêndio e apoio logístico, sendo uma unidade de resgate (UR), quatro do tipo auto bomba tanque (ABTs), três do tipo auto tanque apoio (ATA), uma auto bomba plataforma (ABP) e seis apoios rápidos. Ao menos, 30 bombeiros estiveram atuando no local.

O comandante de Bombeiros da Capital e instrutor de Operações de Incêndio e Flashover, tenente-coronel BM Alexandre Freitas, explicou que foi necessário realizar primeiro o resfriamento da área e atacar o fogo com segunda prioridade, evitando uma explosão.

Às 22h de ontem (18/8), o risco de explosão no local já havia reduzido, mas o incêndio continuava confinado aos contêineres já queimados. Uma das ações era evitar a propagação do fogo para outros contêineres. Até aquele momento, já tinham sido gastos 200 mil litros de água.

Hoje, pela manhã, após uma madrugada intensa de combate, foi iniciada a fase de rescaldo, na qual se mantém o resfriamento da área queimada juntamente com a retirada de material. O objetivo é extinguir totalmente os focos de incêndio.

Incêndio atingiu contêineres após raio. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

“E nesse processo de retirada do material, que cada vez que um contêiner é remexido, as chamas ganham novo fôlego, com a oxigenação. Mas só assim para acessar as áreas e realizar o resfriamento. Nossa equipe continua no combate e rescaldo”, explicou o comandante Freitas, na tarde desta quarta.

Conforme o boletim mais recente enviado pelo Corpo de Bombeiros, somente nas vinte primeiras horas de combate, os militares já utilizaram mais de 600 mil litros de água e 1.500 litros de LGE (líquido gerador de espuma), além de 2,4 toneladas de pó químico. O LGE reforça o abafamento do fogo.

Os vídeos mostram, abaixo, foram enviados na tarde desta quarta, pelo Corpo de Bombeiros:

 

 

Reportagem: David Batista

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