28/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Morre bebê jogada pela mãe sobre teto de casa no Alvorada

Publicado em 01 de junho, 2020

Bebê foi resgatada de teto de casa no bairro Alvorada, em Manaus. Foto: Reprodução

A bebê que foi jogada sobre o teto de uma casa no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus, há seis dias, pela própria mãe, morreu, nesta segunda-feira (1º/06). Adriana Lima da Cunha, de 23 anos, jogou a criança recém-nascida logo após o parto. A menina foi resgatada por policiais militares já desidratada e com queimaduras provocadas pelo sol.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) confirmou que a criança morreu na tarde desta segunda-feira. Ela estava internada na Maternidade Alvorada, desde a última terça-feira (26/5), quando foi resgatada pelos PMs. “A recém-nascida teve o quadro clínico agravado evoluindo para o óbito. A RN [recém-nascida] estava internada na unidade há seis dias”, informou a direção da maternidade.

Ao Portal, o advogado de Adriana, Wagner Amacio, informou que agora ela será acusada de infanticídio. Até então, a Polícia Civil tinha instaurado inquérito por tentativa de aborto e tentativa de homicídio.

Durante as investigações do caso, a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), afirmou que Adriana tentou abortar, procedimento que acabou precipitando o nascimento da bebê.

Segundo a delegada, depois que a criança nasceu, a jovem jogou a recém-nascida no telhado da casa ao lado de onde morava.

Resgate de telhado

A bebê foi resgatada por policiais militares da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), na manhã da última terça-feira. Investigações da Polícia Civil indicam que ela estava sobre o telhado desde a madrugada do dia, já que o parto ocorreu por volta das 2h. Os PMs foram acionados após moradores ouvirem o choro da criança. Um vídeo mostra o momento do resgate (veja, ao final).

No mesmo dia, durante a apuração do caso, investigadores da Depca conseguiram chegar até a mãe da bebê. Eles identificaram rastros de sangue entre a casa da jovem e o teto do imóvel onde a bebê foi deixada.

“À princípio, a mãe [Adriana] tentou negar, dizendo que não estava grávida. Essa versão acabou caindo. Descobrimos que ela ingeriu um medicação que precipitou o parto com a finalidade do aborto. Ela tentou negar também que estivesse com a gravidez adiantada”, informou a delgada Joyce Coelho, na ocasião.

Prisão

Adriana foi detida pelo crime na tarde de terça-feira. A jovem, que é recém-formada em Assistência Social, está presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPM). O advogado dela disse que manterá a linha de defesa. Ele alega depressão pós parto. “Foi um momento de insanidade o que aconteceu”, reforçou, nesta segunda-feira.

Momento em que a bebê foi resgatada: 

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