
Bebê foi resgatada de teto de casa no bairro Alvorada, em Manaus. Foto: Reprodução
A bebê que foi jogada sobre o teto de uma casa no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus, há seis dias, pela própria mãe, morreu, nesta segunda-feira (1º/06). Adriana Lima da Cunha, de 23 anos, jogou a criança recém-nascida logo após o parto. A menina foi resgatada por policiais militares já desidratada e com queimaduras provocadas pelo sol.
A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) confirmou que a criança morreu na tarde desta segunda-feira. Ela estava internada na Maternidade Alvorada, desde a última terça-feira (26/5), quando foi resgatada pelos PMs. “A recém-nascida teve o quadro clínico agravado evoluindo para o óbito. A RN [recém-nascida] estava internada na unidade há seis dias”, informou a direção da maternidade.
Ao Portal, o advogado de Adriana, Wagner Amacio, informou que agora ela será acusada de infanticídio. Até então, a Polícia Civil tinha instaurado inquérito por tentativa de aborto e tentativa de homicídio.
Durante as investigações do caso, a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), afirmou que Adriana tentou abortar, procedimento que acabou precipitando o nascimento da bebê.
Segundo a delegada, depois que a criança nasceu, a jovem jogou a recém-nascida no telhado da casa ao lado de onde morava.
A bebê foi resgatada por policiais militares da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), na manhã da última terça-feira. Investigações da Polícia Civil indicam que ela estava sobre o telhado desde a madrugada do dia, já que o parto ocorreu por volta das 2h. Os PMs foram acionados após moradores ouvirem o choro da criança. Um vídeo mostra o momento do resgate (veja, ao final).
No mesmo dia, durante a apuração do caso, investigadores da Depca conseguiram chegar até a mãe da bebê. Eles identificaram rastros de sangue entre a casa da jovem e o teto do imóvel onde a bebê foi deixada.
“À princípio, a mãe [Adriana] tentou negar, dizendo que não estava grávida. Essa versão acabou caindo. Descobrimos que ela ingeriu um medicação que precipitou o parto com a finalidade do aborto. Ela tentou negar também que estivesse com a gravidez adiantada”, informou a delgada Joyce Coelho, na ocasião.
Adriana foi detida pelo crime na tarde de terça-feira. A jovem, que é recém-formada em Assistência Social, está presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPM). O advogado dela disse que manterá a linha de defesa. Ele alega depressão pós parto. “Foi um momento de insanidade o que aconteceu”, reforçou, nesta segunda-feira.
Momento em que a bebê foi resgatada:
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