
PMs resgataram a bebê do telhado de uma casa no Alvorada. Foto: Reprodução
A defesa de Adriana Lima da Cunha, de 23 anos, afirmou, nesta quarta-feira (27/5), que ela estava “desequilibrada psicologicamente”, quando jogou a própria filha recém-nascida sobre o telhado de uma casa, no bairro Alvorada, zona Oeste de Manaus. A jovem tinha acabado de dar à luz, quando cometeu o ato. O advogado dela, Wagner Amacio, alega que Adriana estava “em estado de depressão pós parto ou mesmo estado puerperal”.
Nesta quarta, a defesa entrará com pedido de liberdade provisória de Adriana. Ela foi presa ontem (26/5), pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Investigadores da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) chegaram até a jovem depois de verificarem rastro de sangue da casa dela até o telhado do imóvel onde a bebê foi encontrada.
A recém-nascida foi resgatada do telhado por policiais militares. Os PMs foram acionados por moradores que ouviram o choro da criança. Desidratada e sob o sol por várias horas, a menina ainda estava com o cordão umbilical quando foi retirada do telhado. Um vídeo mostra o momento do resgate (veja aqui).
O advogado de Adriana disse ao Portal que a jovem estava em “estava em estado de depressão pós parto ou mesmo estado puerperal, quando cometeu o ato. Ou seja, estava desequilibrada psicologicamente”. Estado puerperal compreende o período que vai do deslocamento da placenta até a volta do organismo da mulher ao estado anterior à gestação.
De acordo com o advogado, Adriana “está muito arrependida”. Ao ser questionado se a jovem tem interesse em ficar com a filha, o advogado respondeu que sim. “Foi um momento de insanidade o que aconteceu”, disse Wagner Amacio.
Ainda nesta quarta-feira, a defesa entrará com o pedido de liberdade provisória da jovem.
Conforme informações da Polícia Civil, Adriana saiu da Depca nesta quarta e está à disposição da justiça. Ela está sendo indiciada por tentativa de aborto e tentativa de homicídio.
Ontem, depois do resgate, a bebê foi internada na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal (UCINCo) da Maternidade Alvorada, na zona Oeste de Manaus. A recém-nascida chegou à unidade desidratada, com baixa temperatura, risco de infecção e passaria por tratamento sob os cuidados da pediatria da unidade.
Hoje, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que a menina segue internada na Maternidade Alvorada aos cuidados da equipe de pediatria, com quadro clínico estável.
Adriana foi presa, em flagrante, na tarde de ontem (26/5), por tentativa de aborto e tentativa de homicídio. A prisão aconteceu no Alvorada, zona Oeste de Manaus, mesmo bairro onde a recém-nascida foi encontrada abandonada no telhado de uma casa. A Polícia Civil afirma que a jovem tentou abortar.
Segundo a PC, como não conseguiu concretizar o aborto, quando a criança nasceu, Adriana jogou a menina sobre o telhado. A jovem teria escondido a gravidez da família.
A detenção de Adriana foi coordenada pela equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), sob a coordenação da delegada Joyce Coelho, titular da unidade.
“À princípio, a mãe [Adriana] tentou negar, dizendo que não estava grávida. Essa versão acabou caindo. Descobrimos que ela ingeriu um medicação que precipitou o parto com a finalidade do aborto. Ela tentou negar também que estivesse com a gravidez adiantada”, informou a delgada Joyce Coelho.
Reportagem: Eliena Monteiro e David Batista
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