
Teich fez o anúncio, em videoconferência com senadores, nesta quarta. Foto: Reprodução
Em videoconferência com senadores, nesta quarta-feira (29/4), o ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que o Amazonas é prioridade absoluta nas ações de combate à Covid-19. Ele também anunciou providências imediatas. Mais cedo, o Portal divulgou que, de Luiz Henrique Mandetta a Teich, os números mostram que o Ministério da Saúde promete muito, mas discrimina Amazonas.
O secretário-executivo da pasta, Eduardo Pazuello, disse, nesta quinta-feira (30/4), serão enviados para Manaus equipamentos, como respiradores, e pessoal especializado.
O senador Eduardo Braga (MDB/AM), que participou da reunião, disse que as medidas foram anunciadas após ele pedir providências urgentes. O parlamentar defendeu a instituição de um cronograma de ações do Ministério da Saúde no Estado, com ampla divulgação das informações.
“É preciso ter um cronograma de ações e que seja dada a devida transparência a ele. A população de Manaus e do Amazonas está desesperada. Tem gente morrendo em casa porque não consegue atendimento”, afirmou.
Braga também reiterou que o isolamento social é uma das mais eficazes medidas de contenção do avanço da doença e reivindicou o funcionamento imediato dos 610 leitos nas unidades de saúde que atendem os infectados no Estado. Desse número, 120 podem ser transformados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), conforme o senador.
“Cada dia, cada hora e cada minuto são imprescindíveis. Nos dez dias em que o senhor já está no cargo, ministro, o Amazonas já perdeu dezenas de vidas. Daqui a dez dias, teremos mais dezenas de vítimas. Portanto, ações urgentes e objetivas precisam ser tomadas”, disse Eduardo Braga.
Eduardo também pediu que sejam viabilizados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os servidores da saúde e da segurança pública. Com base em dados de autoridades, o senador lembrou que, pelo menos, 30% desses efetivos já foram diagnosticados com Covid-19.
O senador solicitou a instalação de hospitais de campanha nas regiões do Alto Solimões e Alto Rio Negro, onde se concentram o maior número de indígenas do Amazonas. “O Alto Solimões só tem um hospital, que é militar e está com seus sete leitos de UTI ocupados. Se não instalar um hospital de campanha lá e no Alto Rio Negro, gente vai morrer sem atendimento”, alertou o parlamentar.
Conforme o boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), nesta quarta-feira, o Amazonas já registra 4.801 casos confirmados e 380 óbitos por Covid-19.
Nas últimas 24 horas, foram contabilizadas mais 464 pessoas infectadas. Outro dado que reflete a situação dramática é a estimativa da Prefeitura Municipal de Manaus de 4,2 mil enterros ao longo de maio. A média atual é de 100 sepultamentos por dia. No último domingo (26/6), foram realizados 140 enterros.
Veja mais notícias em Política