25/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Covid-19 chega a mais de 96% dos bairros da capital; Cidade Nova lidera com 89 registros

Publicado em 27 de abril, 2020

Covid-19 chega a mais de 96% dos bairros da capital; Cidade Nova lidera com 89 registros

Covid-19 chega a mais de 96% dos bairros da capital; Cidade Nova lidera com 89 registros. Foto: Márcio Azevedo/ Secom

Manaus já tem 61 bairros com casos registrado de coronavírus, o que corresponde a 96,8% dos conjuntos e loteamentos da cidade. Os dados foram divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) na última sexta-feira (24), no Boletim da Situação Epidemiológica de Covid-19.

Os bairros Cidade Nova (89) e Parque 10 de Novembro (83) apresentam o maior número de notificações. Destaca-se que houve mudança no padrão de distribuição espacial da doença. Inicialmente, os casos se concentravam em bairros da região Centro-Sul e Oeste, entretanto, nas últimas semanas houve aumento no número de casos em bairros populosos da região Norte.

Covid-19 chega

Observa-se também que os maiores números de casos graves por COVID-19 são em residentes dos bairros Cidade Nova e Compensa. Veja a distribuição dos registros gerais e graves nas figuras abaixo:

No Estado

Quando o boletim foi divulgado, o Amazonas estava com 2.888 casos confirmado de coronavírus em 35 (54%) municípios do Estado. A incidência do vírus no AM é de 69,7 casos por 100 mil habitantes.

As regionais com maiores incidências são Entorno de Manaus e Rio Negro e Rio Negro e Solimões, com 92 e 85 casos por 100 mil hab., respectivamente. Manacapuru e Iranduba são os municípios com maiores taxas de incidência da doença no Amazonas, com 244 e 103 casos por 100 mil hab. Confira a distribuição por município e por regional de saúde abaixo:

Detalhe

Do total de confirmados, 2.286 (79,2%) casos são de residentes da capital e 602 casos do interior. Entre os municípios do interior com maior número, destaca-se Manacapuru, com 238 (8,2%) positivos, seguido dos municípios de Itacoatiara, com 56 (1,9%), e Iranduba, com 50 (1,7%).

Destaca-se que, 2.377 (82,3%) casos ocorreram na Regional Entorno de Manaus e Rio Negro, seguida de Rio Negro e Solimões, com 254 (8,8%) notificações, Alto Solimões, com 87 (3,0%) positivos e Baixo Amazonas, com 81 (2,8%).

Recapitulando

No dia 13 de março deste ano foi registrado o primeiro caso de COVID-19 no Amazonas e, até o dia 23 de abril, foram confirmados 2.888 pacientes da doença. O maior número de registros ocorreu na semana do dia 16 a 23 de abril, quando foram notificados 992 testes positivos para o coronavírus.

O primeiro registro de óbito por COVID19 no Amazonas foi em 24 de março, 11 dias após a notificação do primeiro caso da doença no Estado. No dia 23 de abril, foi registrado o maior número de casos novos e óbitos por COVID-19, com 409 e 27 mortes, respectivamente.

Óbitos

Até a data de publicação do boletim foram registrados 234 óbitos por COVID-19 no Amazonas. Desse total, 202 (86,3%) ocorreram na Regional Entorno de Manaus e Rio Negro, sendo 193 (82,5%) de residentes da capital. Em seguida, destacam-se as Regionais Rio Negro e Solimões, com 16 (6,8%) casos, e Baixo Amazonas, com 8 (3,4%) casos.

Entre os municípios do interior com maior número de óbitos, destacam-se Manacapuru, com 14 (8,2%), Iranduba e Maués com 5 (2,1%), cada, e Itacoatiara, com 4 (1,7%) óbitos. A taxa de letalidade pela doença é de 8,1%, enquanto que a taxa de mortalidade é de 5,6 óbitos por 100 mil habitantes.

Casos graves

Dentre os confirmados de coronavírus, 460 (15,9%) desenvolveram a forma grave da doença, necessitando de internação hospitalar. No dia 23 de abril, haviam 198 pacientes internados. Destes, 56,6% (112) necessitaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Do total de quadros graves, 420 (91,3%) encontram-se na capital. No interior do estado, Manacapuru é o município com maior número de notificação, com 2,6% (12/460) dos graves, seguido de Iranduba com 6 (1,3%), e Parintins com 4 (0,9%).

Sexo e faixa etária

Os casos confirmados de COVID-19 ocorreram, principalmente, em pessoas com idade entre 20 e 59 anos, possivelmente devido a maior exposição deste grupo populacional. Em ambos os sexos, o número de casos em adultos (20 a 59 anos) corresponde a mais de 60% das notificações. Destaca-se também que, do total de confirmados, 55% são do sexo masculino e 45% do feminino.

Houve maior número de quadros graves de COVID-19 em pessoas do sexo masculino (64%) do que no sexo feminino (36%). O maior número de complicações ocorreu em pessoas com idade de 60 anos ou mais, seguida da faixa etária de 40 a 59 anos. Do total de casos que evoluíram para óbito, 72% são do sexo masculino. Em ambos os sexos, a faixa etária com maior registro de óbitos foi a de 60 anos ou mais.

Indígenas

Em relação às características étnicas dos pacientes que desenvolveram quadros graves da doença, observa-se que mais de 80% se declaram pertencentes ao grupo pardo. Destaca-se que os graves e óbitos por COVID-19 em indígenas correspondem a 2,4% e 1,5%, respectivamente. Confira os dados abaixo:

Sintomas e fator de risco

Os sinais e sintomas mais frequentes entre as ocorrências graves de COVID-19 foram febre (90,7%), tosse (89,8%), desconforto respiratório (83,9%) e dispneia (82,8%).

Dos 460 graves de coronavírus, 67% (309) possuíam pelo menos um fator de risco, com destaque para 41% em idosos (≥60 anos), 54% com diabetes mellitus e 52% em portadores de doença cardiovascular.

Dentre os 214 pacientes que evoluíram para óbito, 87,8% (188) apresentavam fatores de risco, destacando-se 65% em idosos, 62% com diabetes mellitus, 61% com doença cardiovascular, 20% com hipertensão, e 22% com obesidade

Análise

A análise de fatores associados ao óbito entre pacientes graves, revela que indivíduos com idade superior a 60 anos têm 3 vezes o risco de evoluir para óbito em relação aos demais.

Além disso, ser diabético, cardiopata, obeso ou renal crônico, também implica o risco de óbito em mais de 2 vezes em relação aos indivíduos sem essas comorbidades. Hipertensão também se mostrou fator associado ao óbito, aumentando o risco em mais de 70% em relação aos não portadores dessa doença.

Atualmente

Após a divulgação do boletim, o número de casos de Covid-19 subiu para 3.833 registros no Amazonas. Os dados foram atualizados neste domingo (26). Desses, 1.220 estão fora do período de transmissão e 2.040 pessoas estão em isolamento social ou domiciliar.

Ainda há 269 pacientes internados, sendo 140 em leitos clínicos (54 na rede privada e 86 na rede pública) e 129 em UTI (55 na rede privada e 74 na rede pública). Além disso, o estado tem 304 óbitos registrados pela doença, com 246 mortes na capital e 58 no interior.

Reportagem: Fabrinne Guimarães

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