
Formatura nos cursos de Saúde da Ufam está na fase final dos trâmites burocráticos. UEA (foto) já formou os finalistas. Foto: Arthur Castro/Divulgação
A Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (Proeg) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) está na fase final dos preparativos para a formatura antecipada nos cursos de saúde. Eles irão reforçar o quadro de combate à Covid-19. Tudo está dependendo apenas da análise de diversos recursos interpostos por alunos. O ato deve acontecer, em teleconferência, no máximo na semana que vem. A informação é de uma fonte credenciada da instituição.
A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) concluiu, nesta segunda (20/04), a formatura de 71 finalistas de Medicina. Formou também 16 em Farmácia e 17 em Enfermagem.
A Ufam é uma das três instituições federais do Norte do Brasil que aderiu à abertura do Ministério da Educação (MEC) e da Presidência da República. As outras são as federais do Amapá (Unifap) e do Tocantins (UFT).
No Sul, a adesão foi da Universidade de Santa Maria (UFSM). No Sudeste, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No Nordeste aderiram Maranhão (UFMA), Rio Grande do Norte (UFRN), Alagoas (UFAL) e Cariri (UFCA), em Juazeiro do Norte (CE). Centro-Oeste teve Mato Grosso do Sul (UFMS), Jataí (UFJ), em Goiás (GO), e Rondonópolis (UFR), em Mato Grosso (MT).
A Medida Provisória que trata do tema (MP- nº 934/2020) deixou a análise final para as reitorias das universidades federais. O reitor da Ufam, Sylvio Puga, tão logo foram publicadas as regulamentações, aderiu ao processo. “A hora é grave e ninguém pode se furtar a cooperar com o combate à Covid-19”, disse.
Participarão da formatura alunos dos cursos de Medicina, Farmácia, Fisioterapia e Enfermagem. Houve um recurso da Defensoria Pública, pelo ex-defensor-geral Rafael Barbosa, pedindo a formatura, logo que saiu a MP. A decisão do reitor, no entanto, acelerou o processo.
Rafael pediu celeridade porque a maioria dos formandos quer ir para o interior do Estado. Eles concluíram mais de 89% do último período dos cursos, enquanto a MP-934/2020 exige mínimo de 75%.
Há indicações de formandos dispostos a encarar o desafio da saúde em Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins e São Gabriel da Cachoeira. Outros prefeitos, também, têm entrado em contato com a reitoria da Ufam para buscar parceria e contratar esses formandos.
A demanda por profissionais de saúde, com perto de mil afastados por atestado médico, é intensa até em Manaus. Os hospital de campanha da Prefeitura e da Nilton Lins, do Governo do Estado, estão precisando urgente de pessoal.
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