
Autorizada formatura antecipada na Ufam, pelo reitor Sylvio Puga (foto)
O reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sylvio Puga, decidiu autorizar as colações de grau antecipadas de quatro cursos da área de saúde. Alunos matriculados no último período de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia, cumprindo 75% da carga horária, receberão o canudo.
Falta apenas que cada coordenação de curso entregue a lista dos alunos aptos à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg). Caberá à Proeg regulamentar os procedimentos para as formaturas.
“Os certificados de conclusão de curso e diplomas, emitidos em razão desta decisão, terão o mesmo valor daqueles emitidos em rito ordinário”, diz a decisão.
A antecipação das formaturas foi autorizada pela Medida Provisória 934, de 01/04/2020. O reitor havia antecipado ao Portal do Marcos Santos que esperou a regulamentação. E ela veio na portaria no 383, de 09/04/2020, do Ministério da Educação (MEC).
Havia informações de bastidores sobre resistência de setores dos cursos, que buscavam impedir a formatura. O reitor havia dito que esperava resolver a burocracia até a sexta-feira (10/04). Os feriados da Semana Santa e os tais entraves internos acabaram adiando a decisão para esta segunda (13/04). E ela foi tomada ad referendum, isto é, sem autorização, do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe).
A publicação encerra de forma taxativa: “DETERMINAR que esta decisão seja inclusa em pauta da próxima reunião do E. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE para a devida apreciação em plenário.”
O defensor público Rafael Barbosa, autor de ação na Justiça pedindo a formatura, disse que os formandos estão motivados pelo trabalho no interior. “Há gente de Parintins, Presidente Figueiredo e Itacoatiara, além de outros Municípios. Todos querem entrar no combate ao Covid-19”, afirma.
A falta de profissionais de saúde, que levou o Governo Federal a emitir a MP-934, é mais grave no interior do Amazonas. A capital, no entanto, também tem problemas. O próprio Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), o hospital da Ufam, tem apenas 10 de 31 UTIs funcionando, justamente por falta de pessoal.
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