
Residência Universitária do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (Icsez), em Parintins. Foto: Divulgação/Ufam
A Residência Universitária do Instituto de Natureza e Cultura (INC), em Benjamin Constant, e a do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (Icsez), em Parintins, serão usadas como locais para receber as pessoas infectadas por Covid-19. Nos locais, serão tratados apenas pacientes que apresentem o quadro leve da doença. As informações são da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
A ideia, segundo a universidade, é garantir o isolamento e controle de todos os casos confirmados nos municípios e evitar a transmissão do vírus. O uso do INC e Icsez, que são casas universitárias da Ufam, é resultado de uma parceria entre a universidade e as prefeituras de Benjamin Constant e de Parintins.
Conforme o professor José Luiz Fonseca, diretor do Icsez, a Prefeitura de Parintins procurou a universidade para estabelecer a parceria que permite que o município utilize a Residência Universitária para ajudar no combate à pandemia. O pedido foi submetido à Administração Superior da instituição e autorizado.
“Vivemos uma pandemia, até o presente momento, incontrolável. Nesse sentido, é importante que mantenhamos o isolamento social. A sociedade parintinense e a prefeitura do município na atual gestão sempre apoiaram e apoiam o Icsez e a Ufam em suas atividades desenvolvidas na cidade. Assim, nada mais justo que em um momento como possamos dar nossa parcela de contribuição”, informou o gestor do Icsez.
O reitor da Ufam, Sylvio Puga, reforçou que a Ufam atendeu a solicitação da Prefeitura de Parintins e cedeu o uso da Residência Universitária/Icsez para abrigar acometidos de coronavírus na cidade. “Os alunos que ainda permanecem na RUNI serão realocados, com todo apoio da prefeitura. E essa iniciativa representa mais uma ação no esforço de enfrentamento ao covid-19”, disse Puga.
No momento, a residência está ocupada por dez alunos do instituto. Eles serão remanejados para outros locais com o suporte da prefeitura, que pagará os alugueis dos estudantes.
“A casa foi solicitada para atender uma emergência de saúde pública. Caso seja necessário usar o imóvel, os alunos remanescentes serão alocados em habitações adequadas e seguras. Com certeza, a prefeitura também apoiará nossos alunos nessas habitações e a direção do Icsez também estará acompanhando e participando desse processo”, comentou o diretor.
“Parintins está bem, a prefeitura está trabalhando muito bem o processo de isolamento social no momento. Acredito que os cuidados com a prevenção e o distanciamento social são a melhor vacina para combater esse vírus”, completou Fonseca.
Em Benjamin Constant, a proposta partiu do Subcomitê de Combate ao Coronavírus do município, que considerou o fato de muitas famílias não terem condições de praticar o isolamento do membro infectado em razão do compartilhamento dos cômodos nas residências.
Conforme o professor José de Ribamar da Silva Nunes, diretor do INC, a situação preocupou os membros do comitê local, que viram na Residência Estudantil as condições ideais para receber essas pessoas. “Eles trouxeram a proposta para o instituto, que aceitou e, desta forma, estamos dando suporte às ações do município. Já fizemos algumas adequações na casa, como a quantidade de camas por quarto. A limpeza e a desinfecção também já foram iniciadas”, contou.
O secretário de Saúde de Benjamin Constant, Leusoney Farias, destacou a parceria. “Agradecemos à Ufam, em nome do diretor do INC, pela parceria que tem contribuído muito com a Prefeitura de Benjamin Constant em relação à disponibilizar a Residência Universitária, que vai ajudar quanto ao isolamento social. Ficamos muito felizes, agradecidos por esta parceria com a Prefeitura do Município e a Secretária de Saúde”, disse.
Com a primeira suspensão das atividades presenciais na Ufam, muitos dos moradores da Residência do INC retornaram aos seus municípios.
“Atualmente, temos seis estudantes na Casa, que com a parceria da prefeitura e o aumento no Auxílio Moradia, irão receber um aluguel social por parte da Prefeitura. Como são poucos, eles serão retirados e receberão todo o suporte necessário tanto da Ufam quanto da prefeitura”, detalhou o diretor. “É interessante para nós e para os estudantes porque nós conseguiremos isolar melhor o grupo tirando-os da Casa, ao invés de ter esses estudantes em um ambiente só, agora eles estarão em lugares diferentes”, pontuou.
Ainda de acordo com o diretor, a prefeitura fará o acompanhamento das pessoas dentro dos apartamentos, impedindo o trânsito delas pela cidade, o que aumentaria o risco de contaminação da população. Os casos de maior gravidade irão permanecer em isolamento no hospital local ou poderão ser transferidos para Tabatinga ou Manaus.
“Temos comunitários que têm uma interação social muito grande com as comunidades indígenas, então, a partir do momento que um desses moradores testar positivo – esperamos que isso não ocorra, mas se ocorrer – aumentaria muito o risco se eles não tiverem o suporte dentro do município e retornassem para as suas comunidades”, explicou o professor Ribamar Nunes.
“A Residência possui térreo mais três andares, cada andar com dez apartamentos. Inicialmente, usaremos os apartamentos do térreo, já temos sete preparados com duas camas. Então, temos, no momento, a possibilidade de receber até 14 pessoas. Na medida da necessidade, vamos avançando para os outros andares, podendo receber em torno de 100 pacientes”, informou.
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