
Contra reintegração, moradores do Monte Horebe fazem protesto nas avenidas Torquato e das Torres. Veja vídeos. Foto: Divulgação
Centenas de moradores do Monte Horebe, a pé, com cartazes, faixas e sirenes, além de soltarem rojões, participam de uma grande manifestação contra o anúncio de reintegração de posse da área, anunciada para a próxima segunda-feira (2/3).
A manifestação teve início por volta das 15h deste sábado (29), na avenida Torquato Tapajós, na zona Norte de Manaus, e o grupo fechou a Torquato e a avenida das Torres. Equipes da Polícia Militar estão no local. Motoristas que trafegam pela área devem evitar o trecho, em razão do congestionamento nos arredores.
De acordo com o pastor Samuel, um dos líderes do movimento, pelo menos 5 mil pessoas participam da manifestação. Ele adianta que os manifestantes não sairão do local até ter uma posição favorável ao povo do Monte Horebe.
O processo de reintegração do Monte Horebe foi anunciado, com a ocupação do local pelas forças de segurança e o aparato social do governo a partir da próxima segunda-feira (02/03), data acordada na reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que ocorreu na sexta-feira (28/02), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Segurança Pública.
Além de secretarias de Estado diretamente envolvidas na ação, como de Assistência Social (Seas), de Justiça (Sejusc), de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), também participaram representantes da DPE, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público (MPE).
Dar toda a assistência social às famílias que de fato precisam de moradia, com a realização de um cuidadoso cadastro social é no que está focado o Governo, para que este seja o diferencial do processo de reintegração do Monte Horebe.
Como disse a secretária de Justiça, Caroline Braz, na reunião do GGI, “não vamos fazer como historicamente foi feito pelos Governo passados: tratar as pessoas que precisam de um lugar para morar como se elas fossem problema, quando de fato não são. As que precisam de assistência, essas terão a devida atenção do Estado”.
O Monte Horebe surgiu da reintegração da ocupação irregular Cidade das Luzes, em 2015, que expulsou as famílias do local sem qualquer assistência social. Como destacou o vice-governador e secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, que coordenou a reunião do GGI, o Estado atenderá as famílias em extrema vulnerabilidade social, que hoje vivem sem condições sanitárias mínimas, e que são reféns do avanço do tráfico que se instalou no Monte Horebe.
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