10/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo oferece ajuda no Monte Horebe, mas moradores se recusam a usar caminhões de mudança

Publicado em 29 de fevereiro, 2020

O Monte Horebe surgiu da reintegração da ocupação irregular Cidade das Luzes, em 2015, que expulsou as famílias do local sem qualquer assistência social. Foto: Divulgação

Na manhã deste sábado (29), representantes da Secretaria de Segurança Pública, do Gabinete de Gestão Integrada, da Polícia Militar, Polícia Civil e Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) reuniram com moradores da ocupação irregular Monte Horebe, na zona Norte de Manaus. Na ocasião, foram oferecidos caminhões para a mudança das famílias que moram no local, que passará por reintegração a partir da próxima segunda-feira (2). Em nota, o governo disse que o grupo de moradores que participou da reunião não demonstrou interesse em usar os veículos.

Os representantes do governo promoveram a reunião para conversar sobre a ação de reintegração. A medida é resultado de um acordo judicial firmado pelo Governo do Amazonas com a DPE. Além de recuperação a área, o governo dará assistência às famílias que precisam de moradias.

De acordo com o governo, cinco pastores, autoproclamados líderes da ocupação, e cerca de 150 pessoas participaram da conversa realizada na manhã deste sábado, cujo objetivo era organizar a mudança das famílias. “O governo estadual colocou à disposição caminhões para os interessados retirarem os pertences. Entretanto, as pessoas presentes à reunião não manifestaram interesse em utilizar os veículos para remoção dos móveis e, por isso, os caminhões não foram deslocados para a área”, informou o governo.

Reintegração

Na nota, o governo do Amazonas reiterou que o processo de reintegração do Monte Horebe continuará, com a ocupação do local pelas forças de segurança e o aparato social do governo a partir da próxima segunda-feira. A data foi acordada na reunião do GGI, que ocorreu nessa sexta-feira no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Segurança Pública

Além de secretarias de Estado diretamente envolvidas na ação, como de Assistência Social (Seas), de Justiça (Sejusc), de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), também participaram do encontro dessa sexta representantes da DPE, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público (MPE).

“Dar toda a assistência social às famílias que de fato precisam de moradia, com a realização de um cuidadoso cadastro social é no que está focado o governo, para que esse seja o diferencial do processo de reintegração do Monte Horebe”, disse o Governo do Amazonas.

A nota lembra o que a secretária de Justiça, Caroline Braz, disse na reunião do GGI. “Não vamos fazer como, historicamente, foi feito pelos governo passados: tratar as pessoas que precisam de um lugar para morar como se elas fossem problema, quando de fato não são. As que precisam de assistência, essas terão a devida a atenção do Estado”, afirmou a secretária, na ocasião.

Conforme o governo, o Monte Horebe surgiu da reintegração da ocupação irregular Cidade das Luzes, em 2015, que expulsou as famílias do local sem qualquer assistência social.

Nessa sexta, o vice-governador e secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, que coordenou a reunião do GGI, destacou que o Estado atenderá as famílias em extrema vulnerabilidade social, que hoje vivem sem condições sanitárias mínimas, e que são reféns do avanço do tráfico que se instalou no Monte Horebe.

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