
Beneficente apela a Bolsonaro porque tem unidade pronta para zerar a trágica “fila da morte” dos pacientes que precisam de hemodiálise
O Hospital Beneficente Portuguesa do Amazonas, na avenida Joaquim Nabuco, luta para entrar no Sistema Único de Saúde (SUS). Criou unidade capaz de atender 50 pacientes de hemodiálise e está disposta a combater a chamada “fila da morte”. O Amazonas tem cerca de 200 pacientes renais crônicos, que, sem esse procedimento, vivem entrando e saindo de UTIs. Muitos já morreram e outros entraram na fila tráfica. O problema é que, mesmo com tudo pronto, a Beneficente não consegue transpor as barreiras burocráticas.
“Só nos resta apelar para o presidente, na visita a Manaus, quinta (25/07). Vamos tentar mostrar para ele nossas instalações. São vidas que podem ser salvas”, disse um dos médicos da Beneficente.
O hospital garante que consegue atender os 50 pacientes a cada hora e meia. “O expediente vai de 7h às 19h, de segunda a sábado. Os pacientes precisam de três procedimentos por semana. Um grupo vai segunda, quarta e sexta e outro terça, quinta e sábado. A gente zera a fila da morte, que existe há muito tempo no Amazonas”, disse o médico.
Os preços oferecidos pela Beneficente são os do SUS. Hemodiálises feitas em hospitais particulares, onde estão as filas, são bem mais caros.
A ideia dos dirigentes da Beneficente é que Bolsonaro interfira na burocracia e coloque a unidade de hemodiálise para funcionar. “Está tudo pronto. Vencidas as etapas burocráticas, a gente começa no outro dia”, disse o médico. “Temos plena confiança de que, ele vendo o que preparamos, autorizará a inserção no SUS”, disse.
Trata-se do Serviço de Nefrologia da Sociedade Portuguesa do Amazonas Professor Yassunari Ishida (Senepam). Veja vídeo desta terça (23/07), na Beneficente, mostrando as modernas instalações de hemodiálise do hospital:
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