Panavueiro: Omar entre defesa de Nejmi e os irmãos e risco de prisão como ocorreu com Delcídio Amaral

Panavueiro: Omar entre defesa de Nejmi e os irmãos e risco de prisão

Panavueiro: Omar entre defesa de Nejmi e os irmãos e risco de prisão, no momento em que brilharia na comitiva da visita do presidente Bolsonaro a Manaus. Ele foi aconselhado a “ter calma e aguardar”

O senador Omar Aziz (PSD-AM) está entre a cruz e a espada. O portal ouviu especialistas em Direito. E eles disseram que a liberdade dele depende de “não interferir nas investigações”. Todos lembram o episódio do então senador Delcídio Amaral (PT-MS). Ele foi preso ao tentar impedir delação premiada de Nestor Cerveró, na Lava Jato. Foi preso em flagrante, em 25 de novembro de 2015, em pleno exercício do mandato.

Edilene Oliveira

A ex-primeira-dama Edilene Oliveira foi presa, também no âmbito da Maus Caminhos, por obstrução de investigação. Tentou inutilizar provas que estariam numa empresa de armazenamento. Ela, José Melo e Evandro Melo, irmão do ex-governador, permanecem em prisão domiciliar. Os três usam tornozeleira eletrônica.

 

Delação

Uma delação premiada do ex-governador José Melo foi responsável pelas prisões desta sexta? Não. O advogado dele, José Carlos Cavalcante Jr., emitiu nota dizendo que Melo quer provar inocência. Não fará delação.

 

Nejmi e irmãos

Omar está agoniado. Quer defender a esposa, Nejmi Aziz, e os três irmãos, Manssur, Murad e Amin, presos nesta sexta (19/07). Pensou em se atirar nessa tarefa, mas foi aconselhado a se manter calmo e aguardar os acontecimentos.

 

Desacato

Chegou a circular a informação de que Nejmi teria sido presa apenas por desacato. Não é verdade. Foi presa com mandado (judicial) de prisão temporária.

Início da Maus Caminhos

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) afirmam ter ocorrido no governo de Omar o início de tudo. O desvio de recursos da saúde que levou à Operação Maus Caminhos e seus desdobramentos. José Melo, que o sucedeu, teria “escancarado” o processo.

 

Antecedente

Esta foi a segunda leva de assessores de Omar, principalmente PMs, presos em operações policiais. A primeira foi na Operação Saúva, em 2006, quando Omar era vice-governador. Foram acusados de participar de esquema para fornecer alimentos vencidos à merenda escolar e fraudar licitação do Exército.

 

Viver Melhor, Nova Cidade, Galileia

Chama a atenção endereços de assessores de Omar e Nejmi presos nesta sexta. O sargento José Renato de Lima Júnior mora no Residencial Viver Melhor, na Cidade de Deus. O sub-tenente Paulo José Gomes da Silva, no Nova Cidade. E o coronel PM Josenário Baracho de Figueiredo reside no Conjunto Galileia 1, no Nova Cidade. Não são endereços ricos. Nem luxuosos.

 

CAE

Omar Aziz é presidente da mais influente comissão do Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O Congresso Nacional está em “recesso branco”. Não é recesso oficial porque os parlamentares não aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Sessões deliberativas, no plenário e nas comissões, só voltarão em agosto.

 

Kaká

Faleceram, esta semana, dois grandes parintinenses. Carlos Alberto Ferreira, o Kaká, se foi na quarta (17/07). Foi um dos fundadores do Movimento Marujada, que faz o Bar do Boi. A brincadeira começou nos fundos da casa onde morava e depois no Ministério da Agricultura – que ele conseguiu. Era apaixonado pelo boi, jogador de vôlei e uma figura humana ímpar. Era parceiro de “pândega” de João do Carmo Careca, falecido em 1º de dezembro de 2017. Inseparáveis. Kaká não demoraria muito a ir revê-lo. Estão aprontando o maior panavueiro aí pra cima. Pêsames à família. Saudades.

 

Édson Oliveira

O outro parintinense que faleceu foi Édson Oliveira, professor da Ufam e ex-presidente da OAB-AM. Se foi nesta sexta (19/07). Será velado no auditório da OAB-AM. Édson estava ao meu lado no dia da Greve da TV Amazonas. Assistiu paciente aos primeiros movimentos. Pediu calma, advertiu quanto aos riscos envolvidos, esperou e saiu calmamente. Era daquelas figuras silenciosas, que ligava nos momentos chaves. Uma espécie de “advogado protetor dos parintinenses sem-advogado”. Vinha muito doente. Mas jamais abandonou as raízes com a terrinha. Tinha paixão por tudo de Parintins. Leva saudades. Pêsames à família.

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1 comentário

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  1. Amigo Celso disse:

    Acredito que estão faltando alguns nomes para completar o alfabeto do “AZ” se quiserem posso…………………..!