Manaus tem 12 pré-candidatos a prefeito. Veja nomes e chances nesse panavueiro de candidaturas

Manaus tem 12 pré-candidatos a prefeito

Manaus tem 12 pré-candidatos a prefeito (foto) e todos buscam viabilização. Veja o panavueiro

A corrida pela Prefeitura de Manaus tem determinado diversas ações que afloram no noticiário. Chega com o verão, no segundo semestre, a amplitude das campanhas. O Portal do Marcos Santos coletou 12 nomes de prováveis candidatos ao cargo do prefeito Arthur Virgílio Neto. Muitos negarão, mas vale o princípio atribuído a Tancredo Neves: “Se o cavalo passar selado…” A eleição de 2020, além do mais, será a primeira sem coligação partidária para vereador. As chapas precisarão de “cabeça” para se fortalecer junto ao eleitorado. Veja quais são e as chances de cada uma das possíveis candidaturas.

 

David Almeida

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado traz o maior recall da eleição para governador, em 2018. O mais votado, Wilson Lima, está no Governo. E o segundo, Amazonino, está sem apetite e dificilmente disputa em 2020. David Almeida deixou o PSB e foi para o Novo, evitando dividir comando. Perdeu comemorando. Espera agora colher os frutos.

 

Josué Neto

O atual presidente da Assembleia Legislativa, que já assumiu interinamente o Governo do Estado, espera repetir David Almeida. Quer popularizar o cargo e a partir daí viabilizar candidatura à Prefeitura de Manaus. Obteve vitória política significativa, ao derrotar o decano da Assembleia, Belarmino Lins, na disputa presidencial. Evita atritos, ao mesmo tempo que flerta com lideranças.

 

Marcos Rotta

Vice-prefeito de Manaus, rompido com o prefeito Arthur Virgílio, Rotta busca partido para voo solo. Tenta evitar os “acordos por cima”, que o tiraram da disputa direta do Executivo, das últimas eleições. Até voltou à TV, buscando estreitar o contato com eleitores que tradicionalmente o apoiam e imagina terem migrado para Wilson Lima. Tem mostrado disposição para disputar mesmo “com uma câmera na mão e nem um tostão no bolso”.

 

Zé Ricardo Wendling

O deputado federal Zé Ricardo Wendling busca uma espécie de “ouro de Moscou”- uma lenda da esquerda pós-1964. Trata-se da “herança de Lula no Amazonas”. Acreditando nessa herança, Vanessa Grazziotin foi quase “foba” na disputa do Senado. Mas Wendling tem bom recall das últimas eleições para prefeito (2016), governador (2017) e deputado federal (2018). Foi o mais votado para a Câmara. O PT, por outro lado, precisa desesperadamente de cabeça para “apoiar a base” e fazer vereadores.

 

Conceição Sampaio

Derrotada para deputada federal, Conceição assumiu a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc). Tem sido figura presente no noticiário da mídia local e mantém seu programa de TV, na TV Em Tempo/ SBT. Busca o posto de candidata do prefeito Arthur Virgílio e tem trabalhado duro para isso.

 

Luiz Castro

O atual secretário estadual de Educação (Seduc), Luiz Castro, é o líder da Rede, da ex-ministra Marina Silva, no Amazonas. Essa “autonomia partidária” o livra de dependência, até do governador Wilson Lima, para disputar a Prefeitura. Mas independência partidária não significa independência política. Convive com reflexos da greve de 45 dias dos professores. A principal é a antipática reposição de aulas, aos sábados e até dezembro. Está na mira da oposição pelas dispensas de licitação e criação de “grupos de trabalho”, com altos salários. O titular da Seduc gastou o recall da terceira colocação para o Senado, quando ameaçou Eduardo Braga. Terá muito a explicar numa campanha.

 

Carlos Almeida

O vice-governador, depois de ficar na vitrine como secretário estadual de Saúde (Susam), agora se recolhe à organização do governo. Tem evitado exposição e mergulhado no público interno. Pode disputar a Prefeitura com um pedido de licença e retornar ao cargo se perder. Avaliação interna do Governo do Estado é que ele se mantém como um dos possíveis nomes do governador, para 2020.

 

Wilker Barreto

O deputado estadual Wilker Barreto luta para apagar imagem de presidente da Câmara Municipal aliado incondicional do prefeito Arthur Virgílio. Conseguiu assumir o papel de vigoroso oposicionista do governo Wilson Lima. É o principal nome do PHS e Podemos, que devem se fundir e virar apenas Podemos. Mas vai enfrentar oposição de Abdala Fraxe, ex-vice de David Almeida na Assembleia. Wilker, entretanto, é o presidente estadual da nova agremiação. Fraxe lidera a sigla e deve querer o Podemos na chapa do ex-presidente da Casa.

 

Rebecca Garcia

Rebecca, apesar de derrotada em três eleições para o Governo do Estado, aparece bem nas pesquisas pré-eleitorais para Prefeitura. Ela disputou como vice de Braga (2014), candidata ao Governo (2017) e vice de Amazonino (2018). Teve também rápida passagem pela superintendência da Suframa. O pai dela, empresário Francisco Garcia, tende a ceder o PP para Marcos Rotta. A resistência do nome de Rebecca junto ao eleitorado, no entanto, pode fazer com que dispute.

 

Serafim Corrêa

O ex-prefeito e atual deputado estadual mantém presença no noticiário e recuperou o comando absoluto do PSB estadual. David Almeida deixou o caminho livre para que Sarafa pense em disputar, ao mudar para o Novo. Ainda que seja apenas para “esquentar” o nome e oferecer uma chapa para os candidatos a vereador.

 

Eduardo Braga

O senador Eduardo Braga, ex-governador, ex-prefeito e apenas no segundo ano de outros oito anos no Senado, já articula 2020. Tem conversado com lideranças, inclusive Amazonino Mendes, Alfredo Nascimento e Omar Aziz. Parece apostar que as dificuldades de Wilson Lima não serão superadas até o ano que vem. Isso abriria brecha para um líder experimentado, como ele. Teve atrito com Amazonino, na desaprovação das contas de 2018 do ex-governador, mas avalia que foi só “má comunicação”. Amazonino insinuou que ele estimulou três conselheiros, que nomeou, a votarem contra a aprovação. E Braga lembrou que nomeou também o relator, Josué Filho, que votou a favor. Parece que os panos quentes funcionaram. Braga domina o MDB amazonense. Só precisa superar a imagem de autoritário e ‘professor de Deus’, âncora das últimas candidaturas dele.

 

Marcelo Ramos

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência espera entregar o trabalho dentro do prazo. Deu uma guinada para o centro, em nome da “responsabilidade para com o País”. Espera colher em 2020 os frutos da visibilidade que ganhou na comissão. Marcelo esteve em todos os telejornais em rede nacional, várias vezes, nas últimas semanas. Só depende agora do ex-senador, ex-deputado federal e ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Vice-presidente nacional do PL (ex-PR) e dono da sigla no Amazonino, Alfredo não parece inclinado a cedê-la para o deputado. Marcelo Ramos pode até mudar de partido para disputar a Prefeitura. Ele chegou ao 2º Turno contra Arthur Virgílio, em 2016.

 

Nomes que ficam de fora

O vereador Marco Antônio Chico Preto deve disputar a reeleição. Em 2018, sem o risco de ficar “na chuva”, ele foi vice de David Almeida. Agora não deve arriscar. Alessandra Campelo, que nas últimas semanas tem ido a todos os eventos com Wilson Lima, é do MDB. A vaga da sigla, porém, por hierarquia, deve ficar com Eduardo Braga.

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