
Victor Silva de Jesus, 20 (de camisa com pássaro), foi detido hoje durante operação da Polícia Civil. Foto: SSP-AM
Victor Silva de Jesus, 20, foi detido em cumprimento a mandado de prisão acusado de homicídio qualificado, envolvido na morte da lutadora de jiu-jítsu Patrícia da Cunha Leite, 24, ocorrido na madrugada do dia 27 de janeiro deste ano, na casa da vítima, na rua 31 de Julho, bairro Japiim, zona Sul. O crime aconteceu durante a festa de aniversário da lutadora de jiu-jítsu.
Ele foi preso durante a Operação “#PC27”, para cumprimento de mandados de prisão em diversos crimes, por policiais civis lotados no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Envolvidos no crime, em janeiro foram presos Abraão Rodrigues Farias, 19, Eduardo de Alencar Navegante, 22, e Ronaldo Borges Silva, 32. O trio foi acusado de participação no crime. Ronaldo tem um processo no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) por homicídio, de 2009.
O grupo roubou o veículo de um motorista de aplicativo na noite do dia 24 de janeiro e fez um assalto a uma residência na rua Beatriz Portinari, conjunto Japiinlândia, no Japiim, zona Sul de Manaus.
Patrícia da Cunha Leite, que estava completando 26 anos, foi baleada e morreu no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. Presos pela Polícia Militar, os três infratores prestaram depoimento relatando o caso, e atribuindo ao comparsa foragido a autoria do crime.
Com eles, foram encontrados diversos aparelhos celulares, um veículo roubado e um simulacro de fuzil. Segundo informações da polícia, um dos assaltantes teria reconhecido Patrícia e feito três disparos na cabeça dela.
Trechos de conversas entre a lutadora de jiu-jitsu e uma amiga, identificada como Luciane Cardoso da Silva, revelam que a vítima assassinada estava sendo perseguida por um dos suspeitos do crime.
A mãe de Patrícia, Maria da Graça Pereira da Cunha, 52, também confirmou a versão de ameaças que a filha estava sofrendo. Luciane era ex-namorada do principal suspeito do crime, Eduardo Navegante, e a separação do casal foi apontada como motivação para o assassinato.
Em uma das mensagem trocadas por meio de um aplicativo de mensagem, Patricia relatava perseguições de um dos suspeitos do crime. “Ontem o ‘doido’ não parava de passar por aí (…) Ele ‘tava’ pra furar a rua aqui de casa”.
A polícia divulgou a conversa após ouvir o depoimento de Luciane. Ela confirmou que a amiga perseguida por Eduardo e que tinha um relacionamento abusivo com ele.

Luciane era ex-namorada do principal suspeito do crime, Eduardo de Alencar Navegante, 22, e a separação do casal foi apontada como motivação para o assassinato de Patrícia. Foto: Reprodução