10/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Eduardo critica troca de farpas entre Bolsonaro e Maia e faz apelo por diálogo político

Publicado em 28 de março, 2019

No Plenário do Senado, Eduardo Braga fez questão de lembrar que “o diálogo é a arte principal da política”. Foto: Divulgação

“Não será criando problemas, criando crises onde não existe crise que nós vamos avançar e encontrar soluções para o Brasil”, desabafou o líder da maioria no Senado, Eduardo Braga (MDB/AM), na noite de quarta-feira (28), depois de um dia marcado por nova troca de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

No Plenário do Senado, Eduardo fez questão de lembrar que “o diálogo é a arte principal da política”. O avanço do dólar e a queda da Bolsa de Valores são sinalização clara, segundo o líder, de que “ hora de o governo estabelecer um diálogo construtivo e transparente tanto com o Senado quanto com a Câmara”. Mais do que isso, frisou, é hora de encontrar soluções para problemas reais do país, como o desemprego, as altas taxas de juros e o desequilíbrio fiscal.

O senador foi além: “Não podemos ficar assistindo ao show de pirotecnia que nós estamos vendo no Brasil, com mais de 12 milhões de brasileiros desempregados. Não é este o papel que o povo espera de todos nós, que fomos eleitos legitimamente pelo voto direto da população.”.

Previdência

Eduardo lembrou o papel estratégico do Senado como a Casa da moderação e fez um apelo para que os senadores votem já na próxima semana a proposta de emenda constitucional do orçamento impositivo, já aprovada na Câmara dos Deputados. Ele justificou: “É papel legítimo do Congresso Nacional, que passa a ter um protagonismo para poder dar respostas ao povo do Amapá, de Roraima, do Acre, ao povo do Amazonas, do Rio Grande do Sul, do Centro-Oeste.”

Sobre a reforma da Previdência, o líder da maioria voltou a afirmar que é preciso construir uma proposta que tenha responsabilidade fiscal, sem que se abra mão da responsabilidade social. “Não podemos penalizar os mais pobres e mais humildes para ratear um déficit provocado pelos privilegiados. Que os privilegiados possam arcar pelos privilégios e que paguem por eles, mesmo que sejam políticos, seja qual for a classe”, concluiu.

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