
Entre os 30 animais da companhia está o pastor belga malinois Zeus, em atividade na Seai, desde o mês de novembro de 2017. Foto: Divulgação
Desde 2002, a Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães) da Polícia Militar do Amazonas está em atividades, atuando em ocorrências envolvendo desde artefatos explosivos, tráfico de drogas, captura de foragidos, faro de cadáveres e ações cívico-sociais até a busca por pessoas perdidas.
Atualmente, a companhia é composta por 30 cães de raças como Rottweiller, Dobermann, Pastor Alemão e Belga Malinois, Labrador e Rastreador Brasileiro.
A grande concentração dos cães se encontra em Manaus, mas a companhia enviou alguns para o interior do Estado, principalmente para o trabalho de faro de narcóticos. Os animais são essenciais no trabalho das forças de Segurança do Amazonas. Os treinamentos com eles ocorrem duas vezes por dia.
Segundo o subcomandante do CIPCães, Elton Calado, o trabalho com os animais é feito desde o nascimento. “São feitos vários testes com o filhote e a escolha depende da aptidão do cão. O que gostar de morder provavelmente será um bom cão de guarda e proteção, o que usar mais o olfato poderá ser treinado para farejar entorpecente ou explosivo”, disse o subcomandante.
O pastor belga malinois Zeus está em atividade na Secretaria de Segurança Pública, especificamente na Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), desde o mês de novembro de 2017.
Com um currículo invejável, ele é habilidoso e já participou de diversas atividades policiais, tanto terrestres quanto aquáticas, e tem larga experiência em farejar drogas.
O diretor de Inteligência da Seai, Denis Pinho, diz que o cão atua em operações difíceis. “A última operação, realizada no mês de outubro, foi uma missão difícil, onde os policiais não sabiam onde estava escondida a droga no caminhão”, comentou.
Zeus, com a ajuda de seu faro, localizou 300 quilos de basta-base de cocaína. “Na primeira verificação não foi encontrado nenhum entorpecente, mas o cão, devido a sua perícia, conseguiu detectar que a droga estava escondida embaixo da carroceria de um caminhão baú”, disse Pinho.
“Os criminosos passaram graxa na droga tentando enganar o faro do animal, mas não foi possível, pois mesmo assim ele conseguiu identificar o entorpecente”, acrescentou.
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