
Wilson Lima, ao lado de seu vice, Carlos Alberto, falou à imprensa sobre as fake news. Foto: Divulgação
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal vão investigar a origem da produção e disseminação de fake news contra a campanha do candidato ao governo do Estado, Wilson Lima (PSC). A denúncia da coligação Transformação por Um Novo Amazonas foi feita ao MPF e à PF na quarta-feira (17).
Nesta quinta-feira (18), a Justiça Eleitoral deu a 12ª sentença favorável a Wilson Lima, mandando retirar do ar e das redes sociais mentiras envolvendo o candidato.
“A imprensa séria tem papel fundamental no processo democrático. Mas existe uma fábrica de mentiras, num momento em que a população não aceita mais a corrupção. O que estão fazendo não é só contra mim, é contra toda essa gente, é contra as instituições, contra a minha família. Eles atacam a minha esposa, os meus filhos. Eu não vou aceitar esse tipo de coisa”, disse Wilson Lima, em entrevista coletiva nesta tarde.
“Quando eu aceitei disputar o Governo do Amazonas, foi para defender o povo desse estado. Assim como vou defender minha família, vou defender também as famílias do Amazonas”, acrescentou.
O candidato destacou o trabalho feito pela imprensa séria, mas mostrou indignação com as mentiras que vêm sendo divulgadas contra sua candidatura. “Infelizmente tem gente se utilizando de WhatsApp, de blog, de Facebook, de Instagram, pago com o dinheiro que a gente não sabe a origem, para nos atacar. Eles querem continuar o jogo rasteiro da velha política, querem nivelar por baixo. Nós não vamos deixar que isso aconteça”, comentou. “Estão dizendo que eu vou criar bolsa-bandido, que eu vou pagar indenização para as famílias dos detentos que morreram no Compaj. Estão dizendo que a Vanessa Grazziotin seria minha secretária, que eu vou apoiar o (Fernando) Haddad. Tudo mentira, tudo fake news”.
Desde que começou o segundo turno da campanha, a coligação de Wilson Lima já obteve 12 vitórias no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) por ser alvo de fake news.
Ao menos três mentiras criadas contra Wilson Lima e que foram publicadas por sites ou nas redes sociais já foram reconhecidas como mentirosas pela Justiça: o suposto pagamento de indenização às famílias de presos mortos no massacre do Compaj em 2017, a existência de uma empresa fantasma em nome do candidato e a indicação da senadora Vanessa Grazziotin para a Secretaria de Educação.
O TRE-AM já determinou a retirada das postagens por violação à legislação eleitoral e estabeleceu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
A Justiça também constatou que o conteúdo publicado por portais em seus perfis no Facebook está impulsionado. Significa que foi investido dinheiro para que as informações falsas chegassem a um maior número de usuários da rede. “A imprensa livre e autônoma é uma importante ferramenta da democracia para informar o eleitor. Porém, espera-se que a liberdade de imprensa seja exercida de maneira responsável”, comentou Acram Isper, assessor jurídico da campanha de Wilson Lima.
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