19/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Alunos do CMM vão apresentar projetos na Febrace em São Paulo

Publicado em 05 de março, 2018

Alunos do CMM vão participar da Febrace 2018. Foto: Divulgação

O Colégio Militar de Manaus apresentará dois trabalhos na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia deste ano em São Paulo. Um sobre o uso de aplicativos para auxílio de pessoas com TDAH, TEA ou deficiência visual e outro sobre um corrimão para auxílio de pessoas com deficiência visual.  A feira ocorre de 13 a 16 de março.

Segundo a tenente Rebeca Marques, orientadora dos alunos Beatriz Falcão, Sabrina Santiago e Pedro Matos, do projeto Iluminar (TDAH), esse trabalho participou de uma feira interna que ocorreu entre os colégios militares do Brasil e ele ficou em segunda lugar. Após essa competição, conseguiu uma vaga na Febrace. “Fomos bem avaliados e agora vamos concorrer na categoria de votação popular.”.

Ainda de acordo com a tenente, além desse trabalho ter sido um dos seis escolhidos para representar o Amazonas, ele irá representar o sistema Colégio Militar do Brasil. “Isso significa que o objetivo do nosso trabalho é relevante”.

A votação vai até o dia 15 de março e todos podem votar pelo site: http://febrace.org.br/virtual/2018/EXA/287/

Conforme a orientadora, a Febrace é uma feira de renome nacional e internacional. E nela os alunos do Brasil inteiro vão mostrar que estão fazendo ciência.

Entenda o projeto Iluminar (TDAH)

Considerando as diversas dificuldades encontradas por alunos que possuem transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno do espectro autista (TEA) ou deficiência visual, no contexto das escolas regulares brasileiras, o objetivo do projeto Iluminar é criar um recurso capaz de estimular a autonomia durante o processo de aprendizagem desses estudantes.

Para facilitar a compreensão dos materiais didáticos utilizados em classe por deficientes visuais, a equipe decidiu procurar tecnologias em forma de aplicativos para dispositivos móveis que digitalizassem os livros e transformassem-nos em textos para que pudessem ser lidos pelo próprio dispositivo móvel.

Foram encontrados o Reconhecimento Ótico de Caracteres (OCR) e o conversor de texto digital em áudio para exercerem essas funções. No caso dos alunos com transtornos do neurodesenvolvimento, o grupo resolveu buscar uma maneira de atrair a atenção deles por meio de um recurso visual chamativo: o holograma.

A seleção dos aplicativos ocorreu corretamente e os resultados demonstraram que é possível realizar a leitura de materiais escritos de maneira mais independente por meio do uso de aplicativos com as tecnologias de OCR e conversão de textos digitais em áudio.

Os testes com a projeção dos hologramas e seus resultados satisfatórios demonstraram que foi possível criar recursos visuais atrativos de fácil utilização para chamar a atenção das pessoas. A base foi construída e não só serviu de suporte para os dispositivos móveis com as tecnologias criadas, mas também tornou a utilização deles mais rápida. Portanto, cabe afirmar que os objetivos foram devidamente alcançados.

Para conhecer melhor o trabalho segue o vídeo:

O outro trabalho é o Sistema de sinalização espacial-sonora para deficientes visuais, idealizado pelo jovem, Pedro Henrique Abreu Tiradentes, com orientação de Guilherme Henrique Almeida Pereira, Marcílio Bacry Souza.

Entenda o projeto

A dificuldade para deslocamento de deficientes visuais, por rampas e escadas, pode ser amenizada pela sonorização das informações textuais. Para sanar esse problema, este projeto elaborou um sistema de sinalização sonora capaz de orientar espacialmente o deficiente visual, proporcionando mais autonomia ao seu deslocamento e resguardando sua segurança e condições mais adequadas para sua acessibilidade.

Para isso, o protótipo de um corrimão foi elaborado com sensores seguidores de linha. Os sensores foram gerenciados por algoritmo, implementado na plataforma Arduino, e sincronizados a módulos de orientação sonora. Uma vez acionados pelos sensores, os módulos reproduzem informações bilíngues (português/inglês) para orientação espacial do deficiente visual em seu deslocamento.

Esta inovação, que veio somar às tecnologias inclusivas para esse público, teve êxito e demonstrou-se com grande potencial para orientação de deficientes visuais. Além de ter funcionamento simples, não demandou gastos elevados. Pelo contrário, sua implementação teve custo muito baixo (R$ 260,00) frente aos benefícios que fornecerá. Além do baixo custo, seus componentes podem ser acoplados facilmente a corrimãos, mesmo que estes já estejam instalados nas edificações.

Como resultado, o custo para implementação do sistema de sinalização espacial-sonora para deficientes visuais será baixo para as organizações, pois não haverá a necessidade de fabricar novos equipamentos, mas adaptá-lo aos corrimãos existentes. Isso é muito importante para estimular as organizações a aderirem à proposta. Uma vez difundida, a tecnologia garantirá aos portadores de deficiência visual seus direitos na busca por iguais condições de acesso aos diversos espaços sociais, públicos ou privados.

Por fim, a inclusão proporcionada pelo sistema contribuirá, em última análise, para reduzir as desigualdades, objetivo que figura entre as metas instituídas pela Organização das Nações Unidas para uma sociedade mais justa e sustentável.

Abaixo segue vídeo para conhecer melhor o projeto:

 

 

 

Febrace

A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia é um movimento nacional de estímulo ao jovem cientista, que todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande mostra de projetos.

A FEBRACE assume um importante papel social incentivando a criatividade e a reflexão em estudantes da educação básica, através do desenvolvimento de projetos com fundamento científico, nas diferentes áreas das ciências e engenharia.

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