
Presidente dos EUA afirmou que Teerã deveria hastear “a bandeira branca” e disse que país será bombardeado. (Foto: Reprodução)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom contra o Irã nesta segunda-feira (17) ao defender que o país se renda para encerrar a guerra entre as duas nações. Ao mesmo tempo, Trump ameaçou bombardear Omã caso o país se envolva nas negociações em andamento.
A declaração foi dada durante uma entrevista por telefone à Fox News. Questionado sobre a possibilidade de um acordo com o governo iraniano, Trump afirmou que Teerã deveria abandonar o confronto.
“Eles deveriam hastear a bandeira branca da rendição”, disse o presidente.
As negociações entre Washington e Teerã ocorrem após o fracasso de um memorando firmado em junho, que previa a interrupção imediata e permanente das operações militares. O entendimento começou a ruir semanas depois: em 7 de julho, Trump declarou que o acordo estava “acabado”, enquanto o Ministério das Relações Exteriores iraniano informou posteriormente que ele estava “suspenso”.
O memorando previa que os dois países negociassem, em até 60 dias, um acordo definitivo envolvendo temas mais amplos, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano. O prazo estabelecido no documento termina nesta segunda-feira.
Enquanto Estados Unidos e Irã tentam avançar nas negociações, Omã mantém conversas com Teerã para buscar uma solução que permita a retomada do tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz.
A passagem é uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. Antes do início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, cerca de 20% dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito transitavam pela região.
Trump afirmou que qualquer interferência de Omã nas negociações poderá provocar uma resposta militar.
“Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los”, declarou o presidente à Fox News.
A instabilidade na região já provocou impactos no mercado de combustíveis e aumentou a pressão sobre Trump para colocar fim ao conflito. A guerra também ocorre a poucos meses das eleições de meio de mandato, previstas para novembro, quando os norte-americanos votarão para definir a composição do Congresso.
Trump, porém, negou que o calendário eleitoral esteja influenciando sua postura diante do Irã.
“As eleições de meio de mandato não têm nada a ver com o meu pensamento”, afirmou.
Em uma publicação feita nesta segunda-feira na plataforma Truth Social, Trump voltou a apontar o programa nuclear iraniano como uma das principais justificativas para a ofensiva.
“O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de forma alguma, uma arma nuclear”, escreveu.
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