21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ministério Público faz Raio-X e pede extinção do Instituto Novos Caminhos. Veja o documento

Publicado em 17 de outubro, 2017

O empresário Mouhamad Moustafa foi um dos presos da operação ‘Maus Caminhos’. Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Amazonas por meio da 46ª Promotoria de Justiça está sugerindo à Justiça uma ação civil pública em que pede a extinção do Instituto Novos Caminhos, entidade que em setembro do ano passado, foi alvo da Operação ‘Maus Caminhos’ deflagrada pela Polícia Federal e que resultou na prisão de vários suspeitos, entre eles os empresários Mouhamad Moustafa  e Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva.

No documento de 20 páginas, a promotora de Justiça Sheila Dantas Frota de Carvalho refere-se aos envolvidos como integrantes de uma quadrilha e faz um relato de todas as transações e irregularidades cometidas pelo Instituto no âmbito da área de saúde do Estado do Amazonas e afirma que presente ação visa tutelar os interesses difusos e coletivos da sociedade amazonense em geral, uma vez que a associação serve apenas para desvio de verbas do Estado do Amazonas e da União Federal.

A promotora afirma que uma eventual sobrevida à entidade, esta serviria apenas para continuidade do uso do instituto para fins espúrios/eleitoreiros, com evidente prejuízo ao erário e a terceiros.

Outro detalhe que dá destaque ao artifício é o fato de que, neste caso, quem contratava e tinha a obrigação de fiscalizar é a própria entidade (INC) cooptada e utilizada pela organização criminosa, dificultando a apuração das fraudes.

Além disso, as empresas utilizadas para o desvio/apropriação atuam na área de prestação de serviços de saúde, podendo ocorrer uma mescla entre atividades lícitas e ilícitas, dificultando a fiscalização do volume de serviço que foi efetivamente prestado, apesar de que, em alguns casos, nenhum serviço foi prestado,

O document0 cita como exemplo a contratação pelo Estado do Amazonas, da referida entidade para gerenciar e administrar serviços de saúde em duas unidades de saúde pertencentes ao Estado, a Unidade de Pronto Atendimento – UPA Campos Sales, em Manaus/AM e a Unidade de Pronto Atendimento e Maternidade Tabatinga, em Tabatinga/AM.

Para executar os serviços assumidos, contratava, em especial, três empresas atuantes na área de saúde que são administradas direta ou indiretamente pelo chefe da organização criminosa investigada, o empresário Mouhamad Moustafa. Conforme a investigação do MP, somente para estas três empresas foram transferidos mais da metade das verbas recebidas do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas – FES/AM, em torno de R$ 549.465.808,42.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.