01/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur Bisneto aponta 80% de queda no repasse de verbas para os terminais portuários do Amazonas

Publicado em 15 de julho, 2016

Na gestão Dilma Rousseff, os recursos para verbas de melhorias de terminais portuários para o Amazonas caíram 80%. Com base nessa informação, o deputado federal Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) está cobrando, por meio de requerimento apresentado, nesta semana, ao Ministério de Estado dos Transportes, Portos e Aviação Civil, respostas sobre a queda de repasses para a construção de terminais fluviais no Amazonas.

“Fizemos um requerimento para questionar o descaso e a responsabilidade da gestão Dilma Rousseff. Cerca de 90% da economia do Estado depende dos rios”, afirmou o deputado. No requerimento, o deputado também questiona por qual motivo os repasses caíram tão drasticamente durante a gestão Dilma e se alguma obra deixou de ser feita devido às quedas de recursos e, por último, se o ministério tem planos para o programa se recuperar.

De acordo com o doutor em logística e coordenador nacional do Plano Brasil e Infraestrutura Logística (PBLog), Jorge Campos, também pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mais de 90% de toda a economia do Amazonas depende dos rios do Estado.

Segundo o pesquisador, a dependência dos rios é muito grande, uma vez que tudo o que o Amazonas compra desembarca no Estado por via rodo-fluvial. Vindos do Sul ou do Centro-Oeste brasileiro, esses produtos chegam até Belém por terra e, a partir de Belém, vêm de balsas.

Além disso, o Anuário Estatístico Aquaviário de 2014, produzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ilustra essa dependência. De acordo com o documento de 2014, o total de cargas movimentadas pelos rios do Estado superou a marca de 23 mil toneladas.

Deste montante, a maior parte (10,1 mil t) corresponde a navegação interior, ou seja, que é realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional ou internacional. Em segundo lugar na movimentação de produtos em 2014 no Amazonas, a navegação de longo curso – que corresponde ao transporte de pessoas ou bens entre portos de diferentes nações – movimentou 6,09 mil toneladas de cargas, entre itens importados e exportados.

Entre os produtos mais transportados no ano passado nos rios amazonenses aparecem combustíveis e óleos minerais, contêineres, soja, produtos químicos e orgânicos, semirreboque baú, milho, veículos terrestres e suas partes e acessórios, farelo de soja, entre outros. “Quando se vê a cronologia da gestão de Dilma Rousseff frente à Presidência, há uma queda vertiginosa dos recursos para construção de terminais fluviais do Amazonas. Os valores de dotação passaram de R$ 85,4 milhões em 2013 para R$ 13,9 milhões em 2016. Uma queda de 84%”, afirmou.

Do ponto de vista dos valores pagos, como um todo, os portos têm recebido cada vez menos recursos da União. Os valores passaram R$ 116 milhões em 2011 para R$ 24 milhões no ano passado, incluindo os Restos a Pagar. A queda foi também de 80%, conforme dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

 

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