Não foi o suficiente para vencer os paraenses. O jogo foi empate, mas a evolução do Nacional é clara e indiscutível: acabou o espaço entre os volantes e a defesa e o time foi no geral mais compacto, com os jogadores se mantendo mais próximos uns dos outros durante a maior parte do jogo.
Não fosse a necessidade de fazer mais gols, o Mais Querido não ficaria exposto aos contrataques e teria vencido com tranquilidade.
Desse confronto com os paraenses dá pra tirar algumas conclusões: o Nacional precisa melhorar muito a preparação física e a criatividade no meio campo.
Precisamos de uma espécie de Danilo Rios ou equivalente neste setor. No plantel é necessário pelo menos um atacante de velocidade e um cabeceador especialista.
Isto para o primeiro semestre ainda.
Nosso sistema defensivo funcionou bem hoje, os laterais e zagueiros se superaram. No meio, Potiguar, Dênis e Lídio jogaram muito. O Fininho, embora longe de render o que sabe e pode jogar, foi cirúrgico alçando a bola para o Leonardo abrir o placar. Mesmo abaixo de seu potencial, toda vez que Fininho sai substituído o Naça cai de produção. Não que não devesse sair, mas seus substitutos não têm melhorado o time.
Enfim, vejo sendo lapidado um novo elenco e pra quem acompanha futebol sabe que isto não é fácil.
Vamos à luta vencer o campeonato amazonense para garantir o calendário para 2016 e poder jogar a série D deste ano com tranquilidade.
É isso.
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* Luis Cláudio Chaves é juiz de direito.