Foram tantas as elucubrações, as discussões, os debates, os embates, às vezes consistentes, inteligentes, outras vezes intransigentes e prepotentes e, na maioria delas, raivosas, agressivas e ofensivas, que mais se assemelham uma luta livre e não uma luta de ações.
Cada um querendo alcançar a meta de forma imediatista e sem medidas, de maneira implacável e impiedosa. Estratégias, planos, projetos, programas, plataformas, propostas foram sendo relegadas para segundo plano, onde a prioridade era bater e não debater, era bater e não combater.
A batalha chegou ao final e aos vencedores o prêmio, a faixa. Aos perdedores, o consolo e a avaliação do processo.
O questionamento maior é o que realmente se aprende num processo tão rico de pessoas, ideias, percepções e recursos? Aprendemos com os erros e mesmo com os acertos ?
Quais são efetivamente as perdas e os ganhos de uma disputa onde a virtude está em mostrar as coisas negativas do outro e vice-versa? Tem um ditado que diz “quem muito olha o nariz do outro, esquece do seu”.
Muita gente é a favor de ter um processo desse todo ano, para se sentir valorizada, abraçada, visitada, lembrada, ouvida, prestigiada. Existe um movimento de melhorias e oportunidades sem igual.
Muitos dizem que é tudo igual e às vezes não percebem a mudança que se estabelece mansa, invisível e poderosa. Nada mais é igual, exceto a própria mudança.
Quem ganha um processo dessa natureza deve cumprir as promessas, executar os programas, tirar do papel os projetos e torná-los real. É o mínimo. É digno e todos agradecem. Confiança gera confiança e a cobrança será inevitável e talvez com juros no próximo processo.
Quem perde um processo dessa natureza, deve rever os conceitos, a natureza, a estratégia, se fortalecer a partir da derrota e aprender com o que podia ter acontecido e não aconteceu. Todo jogo só termina quando acaba e cada passo e cada jogada é importante na decisão. Não tem resultado de véspera, tem sim resultado da percepção e da escolha do outro lado.
A preocupação maior é ver pessoas e instituições se submeterem a um processo de crescimento em todos os sentidos e, ao final, não terem aprendido nada, ou não ter saído melhor do que entrou e não se tornar um ser humano melhor e mais conhecedor dos anseios e das necessidades e interesses do povo.
De qualquer sorte, participar de um processo de avaliação e escolha não é para todos é para poucos e apenas um é escolhido, eleito e a esse será mais cobrado e acompanhadas o cumprimento das promessas, afinal, agora é que começa de fato a verdadeira caminhada.
Sempre haverá uma boa luta, um bom combate, um bom desafio à espera de bons lutadores, bons combatentes e bons adversários. Daqui a pouco tem de novo e tudo recomeça…é que nem a primavera: logo chegam as flores…
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Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...