26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Perdas e Ganhos – Erros e acertos, para não dizer que não falei de flores

Publicado em 03 de novembro, 2014

Foram tantas as elucubrações, as discussões, os debates, os embates, às vezes consistentes, inteligentes, outras vezes intransigentes e prepotentes e, na maioria delas, raivosas, agressivas e ofensivas, que mais se assemelham uma luta livre e não uma luta de ações.

Cada um querendo alcançar a meta de forma imediatista e sem medidas, de maneira implacável e impiedosa. Estratégias, planos, projetos, programas, plataformas, propostas foram sendo relegadas para segundo plano, onde a prioridade era bater e não debater, era bater e não combater.

A batalha chegou ao final e aos vencedores o prêmio, a faixa. Aos perdedores, o consolo e a avaliação do processo.

O questionamento maior é o que realmente se aprende num processo tão rico de pessoas, ideias, percepções e recursos? Aprendemos com os erros e mesmo com os acertos ?

Quais são efetivamente as perdas e os ganhos de uma disputa onde a virtude está em mostrar as coisas negativas do outro e vice-versa? Tem um ditado que diz “quem muito olha o nariz do outro, esquece do seu”.

Muita gente é a favor de ter um processo desse todo ano, para se sentir valorizada, abraçada, visitada, lembrada, ouvida, prestigiada. Existe um movimento de melhorias e oportunidades sem igual.

Muitos dizem que é tudo igual e às vezes não percebem a mudança que se estabelece mansa, invisível e poderosa. Nada mais é igual, exceto a própria mudança.

Quem ganha um processo dessa natureza deve cumprir as promessas, executar os programas, tirar do papel os projetos e torná-los real. É o mínimo. É digno e todos agradecem. Confiança gera confiança e a cobrança será inevitável e talvez com juros no próximo processo.

Quem perde um processo dessa natureza, deve rever os conceitos, a natureza, a estratégia, se fortalecer a partir da derrota e aprender com o que podia ter acontecido e não aconteceu. Todo jogo só termina quando acaba e cada passo e cada jogada é importante na decisão. Não tem resultado de véspera, tem sim resultado da percepção e da escolha do outro lado.

A preocupação maior é ver pessoas e instituições se submeterem a um processo de crescimento em todos os sentidos e, ao final, não terem aprendido nada, ou não ter saído melhor do que entrou e não se tornar um ser humano melhor e mais conhecedor dos anseios e das necessidades e interesses do povo.

De qualquer sorte, participar de um processo de avaliação e escolha não é para todos é para poucos e apenas um é escolhido, eleito e a esse será mais cobrado e acompanhadas o cumprimento das promessas, afinal, agora é que começa de fato a verdadeira caminhada.

Sempre haverá uma boa luta, um bom combate, um bom desafio à espera de bons lutadores, bons combatentes e bons adversários. Daqui a pouco tem de novo e tudo recomeça…é que nem a primavera: logo chegam as flores…

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Autor
Ozeneide Casanova

Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...

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