07/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

FMT/HVD anuncia ampliação de serviços na área de assistência a pacientes com HIV/Aids

Publicado em 18 de setembro, 2014

A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado – órgão da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), que é referência na rede estadual de saúde para o diagnóstico e tratamento de HIV/Aids – deverá implantar, em 2015, duas novidades importantes na área de assistência aos pacientes que vivem com HIV: um programa de cirurgias e procedimentos reparadores de lipodistrofia e um de aconselhamento sobre reprodução assistida. O anúncio foi feito pela diretora-presidente da instituição, Graça Alecrim, na abertura do I Encontro Regional do Movimento de Cidadãs PositHIVas (mulheres que vivem com HIV/Aids). O evento, que tem o apoio FMT-HVD, acontece nesta quinta e sexta-feira (18 e 19), no auditório da instituição (na avenida Pedro Teixeira, 25, D. Pedro).

A lipodistrofia, quando associada à Aids, se caracteriza pelo acúmulo de gordura no abdômen, tórax e nuca e perda de gordura na face, braços e pernas de pessoas soropositivas, em uso do coquetel antirretroviral para o tratamento anti-HIV. As cirurgias reparadoras integram um conjunto de alternativas para o tratamento deste efeito adverso associado ao uso dos antirretrovirais.

A reprodução assistida tem sido utilizada para ajudar mulheres com HIV a ter um bebê, de forma segura, principalmente para a saúde da criança. Há uma série de variáveis envolvidas na adoção do método, que precisam ser repassadas aos casais e acompanhadas pela equipe médica.

Representante nacional do Movimento de Cidadãs Posithivas, Simone Aparecida Bitencourt, que está em Manaus participando do evento, destacou a importância da implantação desses programas e lembrou que esses dois temas integram a bandeira de luta do movimento. “No caso das cirurgias de lipodistrofia é muito importante que os procedimentos reparadores não sejam vistos, pelas pessoas que enfrentam esse problema, como capazes de resolver, sozinhos, as alterações físicas. É necessário toda uma nova postura de cuidados do paciente consigo mesmo, que passa pela alimentação, pela prática de exercícios físicos. Os serviços de saúde têm um papel importante nessa orientação”, disse Aparecida.

Na abertura do encontro, a diretora-presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, destacou que a instituição tem mantido um permanente trabalho de articulação e diálogo com as entidades da sociedade civil organizada que atuam voltadas para o enfrentamento da Aids. “Esta parceria é muito importante e exige sensibilidade dos gestores. Os movimentos sociais têm muito a contribuir no processo de melhoria da assistência prestada aos pacientes”, afirmou a diretora.

Maria Emília Gomes Ferreira, representante para a Região Norte do Movimento Nacional de Cidadãs PositHIVas (MNCP), disse que o evento tem a finalidade de aproximar as lideranças que integram o movimento, aprofundar o debate sobre as políticas públicas voltadas para as mulheres que vivem com o HIV/Aids. Ela explicou que as discussões deste encontro regional vão compor as propostas que serão levadas ao encontro nacional do movimento, marcado para o mês de novembro, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

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