23/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

João Lago: Insônia

Publicado em 16 de setembro, 2014

Infinita estranheza sussurra em meus ouvidos

Para dizer-me dos efeitos dos males que duvido

Cândida leveza que me entorpece a alma

Alivia, me chama, me aquece e me acalma

Frenéticos pensamentos não me deixam dormir

Como se o pesadelo chegasse em olhos abertos

Morfeu tecendo um sonho sofrido e concreto

Que não passa sem fazer troça de mim.

 

Que cânticos soturnos ecoam em canção de ninar

Como assombração no uivo do vento despertar

Correntes arrastadas ao chão, a dor sem perdão

Liberta-me desta minha inconveniente vigília

Não sou da noite e não me encontro de dia

 

Doce sombras que tecem minhas pálpebras

Fechando-me finalmente a consciência

Que descansa em paz.

 

Dormir é como morrer por um dia.

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Autor
João Lago

* João Lago é professor universitário, mestre em Administração (Estratégica / Marketing), tem 10 ...

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