Infinita estranheza sussurra em meus ouvidos
Para dizer-me dos efeitos dos males que duvido
Cândida leveza que me entorpece a alma
Alivia, me chama, me aquece e me acalma
Frenéticos pensamentos não me deixam dormir
Como se o pesadelo chegasse em olhos abertos
Morfeu tecendo um sonho sofrido e concreto
Que não passa sem fazer troça de mim.
Que cânticos soturnos ecoam em canção de ninar
Como assombração no uivo do vento despertar
Correntes arrastadas ao chão, a dor sem perdão
Liberta-me desta minha inconveniente vigília
Não sou da noite e não me encontro de dia
Doce sombras que tecem minhas pálpebras
Fechando-me finalmente a consciência
Que descansa em paz.
Dormir é como morrer por um dia.
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* João Lago é professor universitário, mestre em Administração (Estratégica / Marketing), tem 10 ...