As estratégias eleitorais e os processos de recrutamento de mulheres para candidaturas na política brasileira estão sendo analisados pela Universidade James Madison, com sede na cidade de Austin, no Texas, Estados Unidos. A deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM) contribuiu com a pesquisa, nesta semana, mostrando um pouco da realidade nacional sobre o assunto.
Rebecca participou do estudo, em Brasília, sendo entrevistada pela professora e pesquisadora do Departamento de Ciências Políticas da Universidade James Madison, Kristin Wylie. Questionada sobre o apoio e o papel dos partidos na candidatura de mulheres, a deputada afirmou que os espaços foram conquistados após muita luta e que, com o tempo, as legendas foram reconhecendo a importância e o peso das mulheres na política brasileira.
“Hoje a realidade mudou. Desde 2009 muitos partidos, em especial o Partido Progressista (PP), permitem mais espaço as candidaturas femininas. Tenho certeza que uma das vantagens do mandato feminino é que elas procuram fazer a coisa tão correta que quando conquista o espaço, ninguém toma delas. É delas por mérito”, afirmou.
A deputada defendeu que as diferentes visões entre homens e mulheres podem beneficiar a população em diversas áreas. Para ela, enquanto os homens são muito preocupados em apresentar projetos que tratam da questão tributária, infraestrutura e planejamento, as mulheres estão olhando mais para o lado social e propondo proposituras na área da saúde e educação.
“Homens e mulheres enxergam a sociedade de maneira diferente. Como mulher, acho que a prioridade é a educação e a saúde, mas reconheço a importância da infraestrutura, do planejamento, da questão tributária. Então, o ideal seria manter os dois na balança e de forma equilibrada. Por isso, defendo a igualdade de gênero dentro do Congresso Nacional”, comentou a parlamentar amazonense.
Outro assunto abordado na pesquisa foi o financiamento de campanha. De acordo com Rebecca, os homens tem um poder de articulação maior para conquistar financiamento público para suas candidaturas. Na opinião da deputada, as mulheres acabam ficando com as candidaturas esvaziadas, sem recursos. “O financiamento público permitiria igualdade, entre homens e mulheres, para garantir o mesmo tipo de recurso para candidatura”, disse.
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