09/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prefeitura de Manaus inicia projeto para revalorização das áreas verdes

Publicado em 30 de julho, 2014

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) começa, nesta quinta-feira, 31, um novo projeto de educação ambiental, com foco na revalorização das áreas verdes nas comunidades e conjuntos habitacionais da cidade. O projeto, denominado Espaço Verde na Comunidade, contará com o apoio de diversos órgãos municipais e instituições parceiras e começa pelo Vale Sinai, na zona Norte.

A expectativa da Semmas e órgãos parceiros é aproximar as comunidades da convivência saudável com as áreas verdes dos seus locais de moradia. A Semmas já deu início ao mapeamento e diagnóstico socioambiental das áreas verdes da cidade, identificando pelo menos seis conjuntos habitacionais onde será possível promover as ações a partir deste ano, como os conjuntos habitacionais Castanheiras, Campo Dourado, Renato Souza Pinto I, Renato Souza Pinto II, Beija-Flor e Águas Claras.

“Muitas das áreas verdes existentes são alvo de especulação e ocupação indevida ou vistas como esconderijo para traficantes. Nossa estratégia visa promover mudanças, a partir do ponto de vista da população do entorno, com ações que permitam um novo olhar sobre esses espaços, fazendo com que a população se sinta responsável pela conservação daqueles fragmentos”, explica a secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Kátia Schweickardt.

“Temos hoje uma realidade bastante complexa em relação às áreas verdes, pois são espaços territorialmente protegidos que sofrem com invasões de graus diferentes, degradação ambiental da cobertura vegetal e dos igarapés, urbanização irregular, insegurança pela utilização das áreas por usuários de drogas e ampliação de quintais”, explica o diretor de Gestão Territorial e Ambiental da Semmas, Andrew Murchie.

O trabalho será desenvolvido tanto por meio de ações de sensibilização dos moradores das proximidades como por intervenções de revitalização do entorno dessas áreas verdes, tornando-as espaços atrativos para quem convive com elas. O novo formato do trabalho foi proposto no último dia 15, em reunião entre a Divisão de Educação Ambiental (DIEA) da Semmas e as instituições parceiras.

Entre as propostas estão a construção de pistas de caminhada ou ciclofaixas, academias ao ar livre e pequenas quadras de areia em áreas já degradadas, de modo a promover a integração da comunidade e aumentar o potencial de preservação da área. “No caso das áreas verdes que já apresentam um alto grau de degradação, a legislação permite que sejam desenvolvidas intervenções voltadas ao lazer e à recreação nas áreas impactadas”, afirmou a secretária.

Para que as intervenções sejam executadas, já estão em fase de elaboração os projetos executivos para o Campo Dourado e o Renato Souza Pinto II, onde deverão ser implementadas atividades como plano de pavimentação dos passeios – pistas de caminhadas e calçadas; ciclovias e trilhas, plano geral de iluminação da área; quadras esportivas e arquibancadas;  equipamentos de ginástica e um Plano de Recuperação Ambiental.

Os técnicos da Divisão de Educação Ambiental já realizaram os diagnósticos socioambientais nos conjuntos Castanheiras, Renato Souza Pinto II e Campo Dourado.  A partir dos resultados começam as atividades para promover ações participativas dos oradores para uso das áreas verdes. As ações envolverão todos os órgãos municipais que integram a CIEA-Manaus e as instituições parceiras.

A chefe da Divisão de Educação Ambiental da Semmas, Kelly Souza, diz que o projeto visa também integrar os diversos setores da Semmas e demais órgãos integrantes da CIEA para uma ação efetiva de mudança de ponto de vista em relação às áreas verdes junto com a população.

“Atualmente, nos encontramos na fase de elaboração dos projetos, mas já realizamos visitas técnicas às áreas para a realização de estudos socioambientais e identificamos a fonte pagadora das intervenções, que serão postas como condicionantes dos processos de compensação ambiental em beneficio da população”, confirmou.

Segundo Kelly, as áreas verdes do Campo Dourado e Renato Souza Pinto II tornaram-se objeto de compensação ambiental por meio de projetos de licenciamento ambiental para a elaboração do projeto arquitetônico e executivo, assim como a execução das obras.

Deverão ser produzidas também, por meio de compensação, peças gráficas informativas como folderes, cartazes, banners, ventarolas, para difundir os conceitos de área verde, área de preservação permanente, corredores ecológicos, parques e reservas na tentativa de sensibilizar as pessoas para a importância desses territórios protegidos.  Geralmente vistas pelas comunidades como problemáticas, as áreas verdes são espaços definidos pelo Poder Público Municipal, com base em projetos de parcelamento do solo urbano. São áreas constituídas por florestas ou demais formas de vegetação (primária, secundária ou plantada), de natureza jurídica inalienável, e destinadas à manutenção da qualidade ambiental.

“Precisávamos enfrentar esse desafio de estabelecer um diálogo com as comunidades sobre o uso das áreas verdes e demos início a esse processo”, reconhece Kelly Souza. De acordo com os estudos socioambientais já realizados, a população reconhece a importância da conservação das áreas verdes por abrigar fauna silvestre, especialmente bandos de sauim-de-coleira, e nos últimos anos tem lutado pela preservação desses espaços naturais. ”Além da fauna silvestre, estas microrregiões têm proporcionado uma qualidade de vida à população local, mas existe a necessidade de uma participação efetiva do poder publico, a fim de envolver e investir mais nas áreas verdes. Por isso, observou-se que a população tem o interesse de utilizar a sua área para fins de lazer e cultura atrelado às questões ambientais”, finaliza Kelly Souza.

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