A exigência de empenho e lealdade do secretariado e o aprofundamento da parceria do Governo do Estado com a Prefeitura de Manaus são passos já definidos na gestão do professor José Melo, à frente da administração estadual. A saída de Omar Aziz do cargo está confirmada para amanhã (04/04), data limite do calendário eleitoral para desincompatibilização, com a passagem de cargo em solenidade que será realizada nesta sexta, às 19h, no Teatro Amazonas.

José Melo já está de mangas arregaçadas para assumir como titular do Governo do Estado. Foto: Chico Batata/ Agecom/ Divulgação
Omar vai disputar a única vaga disponível para o Amazonas, no pleito deste ano, no Senado Federal. O atual ocupante da cadeira é o ex-prefeito de Manaus Alfredo Nascimento, que deve concorrer à Câmara Federal. Melo disputará a própria sucessão, mas, ao mesmo tempo, anuncia que quer manter a máquina estadual funcionando e a pleno vapor.
Pelo menos três secretarias podem mudar de mão. A de Cultura, ocupada pelo advogado e historiador Robério Braga, desde a segunda gestão de Amazonino Mendes (1991-1994), é uma delas. A incrível habilidade de Robério para a sobrevivência na pasta será testada por Melo, que o quer engajado em sua campanha. O hábil secretário pende para a chapa do ex-chefe Eduardo Braga.
As outras duas pastas em xeque são a Secretaria Estadual de Produção Rural e Abastecimento (Sepror) e a Secretaria Estadual da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel). Os titulares destas, Eron Bezerra e Alessandra Campelo, são dirigentes, militantes e candidatos do PCdoB. Eron disputará a Câmara Federal e Alessandra a Assembleia Legislativa. Os dois têm tudo pronto para fazer os sucessores. O partido quer definir posição na eleição só em junho, ganhando tempo para usar mais um pouco as máquinas públicas, disponibilizadas para a sigla desde a gestão Eduardo Braga. Melo já disse que “não é leso” e quer definição já, se possível depois de amanhã mesmo.
José Melo pretende sair da reunião deste sábado com o secretariado afinado. E guarda na manga os nomes de prováveis substitutos para os “rebeldes”.
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