01/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Alunos do Martha Falcão aprendem com Ipaam sobre uso sustentável da floresta

Publicado em 31 de março, 2014

A pedido do colégio Martha Falcão, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) realizou, nesta segunda-feira (31/03), uma palestra para os alunos do terceiro ano do ensino médio a respeito do uso sustentável dos recursos da floresta. O palestrante foi o engenheiro florestal, Sidney Rudhja, da gerência de floresta do IPAAM. O evento começou às 11h30m e contou com a participação de 60 alunos.

Durante a palestra, Sidney abordou principalmente o tema do Plano de Manejo Florestal (PMF) e a legislação envolvida no uso sustentável das árvores, defendendo os planos de manejo como a solução para o extrativismo sustentável.

O plano de manejo florestal é feito em áreas privadas para se definir como e em que quantidade deve ser feita a derrubada de árvores. Em geral, pode-se desmatar completamente apenas 20% da mata de um terreno e o resto deve ser manejado de forma adequada, evitando derrubar mais do que a floresta pode regenerar.

O plano de manejo pode ser de grande e pequeno impacto, dependendo dos fins reservados ao terreno. O de grande impacto se restringe a grandes produtores, enquanto que o de pequeno é mais voltado para o extrativismo de subsistência e exclui o uso da madeira derrubada para fins comerciais. O plano de manejo para grandes empreendedores é feito através da contratação de um engenheiro florestal. O valor cobrado é, em média, cerca de cem reais por hectare. Já o plano de menor escala, para o pequeno produtor, é financiado pelo estado.

Durante o planejamento delimitam-se as áreas de preservação permanente (APP) e as áreas de efetiva exploração. Para se delimitar as áreas destinadas à exploração faz-se um cálculo com base na quantidade de hectares do terreno, menos as APP, que correspondem à mata que margeia os cursos d’água até uma distância de 50 metros e os 20% reservados para desmatamento. Também são excluídas quaisquer outras áreas classificadas como impróprias para exploração.

As áreas reservadas para a exploração são inventariadas. “É onde será feita a exploração, e só se retorna a essa área no mínimo 20 anos depois, tempo para a floresta se recuperar”, disse Ruhdja

Sidney também esclareceu sobre o licenciamento ambiental realizado pelo IPAAM para assegurar a legitimidade do extrativismo em uma propriedade. Devido à quantidade de dados e variáveis analisadas, o tempo médio para que seja concluído o licenciamento pode durar em média seis meses, mas garante a manutenção da mata.

O palestrante também comentou sobre o uso da chamada “madeira pescada”, madeira derrubada por causas naturais e carregada por corpos d’água. Esta madeira pode ser reaproveitada livremente, contanto que seja confirmada pelo IPAAM a sua legalidade.

Ao final da palestra, Rudhja deixou informações de contato do IPAAM para alunos interessados em se aprofundar no assunto e apresentou um vídeo mostrando a rotina da atividade de licenciamento e manejo florestal.

A palestra foi uma forma do Colégio Martha Falcão promover reflexões em torno de duas importantes datas ambientais comemoradas em março: o Dia Da Árvore nas regiões norte e nordeste, em 29 de março, e o Dia Internacional da Floresta, celebrado dia 21 último.

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