O Bacalhau da Amazônia é uma das apostas dos chefes de cozinha para a Copa do Mundo em Manaus. Um concurso de gastronomia promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), em parceria com Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), reunirá na próxima segunda-feira, 31 de março, 18 restaurantes que apresentarão receitas inéditas tendo como ingrediente principal o Bacalhau da Amazônia. As receitas serão publicadas em um livro que será lançado durante o concurso.
O evento será realizado no auditório da Fundação Amazonas Sustentável (FAS – rua Álvaro Braga, nº 351, Parque 10, zona centro-sul), com início às 19h. O Bacalhau da Amazônia é um projeto ousado e inédito no Brasil, produzido a partir do pirarucu manejado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá, no município de Maraã.
Os restaurantes destaques serão premiados com passagens para apresentar o prato no Palácio do Itamaraty, em Brasília, às embaixadas dos países cujas seleções estarão jogando a Copa do Mundo, sediada no Brasil. O evento no Itamaraty deve ocorrer em abril. Outro prêmio será conhecer a cidade Maraã, onde fica a sede da fábrica do Bacalhau da Amazônia.
“O Bacalhau da Amazônia é um produto regional consolidado no Amazonas, que gera emprego e renda para a população da região de forma sustentável. A Copa será uma vitrine para a promoção deste produto dentro e fora do Estado”, destaca o secretário da Sepror, Eron Bezerra.
Valorização
Para a presidente da Abrasel, Janete Fernandes, a promoção do concurso é uma oportunidade de estimular a criatividade dos chefs e valorizar um produto genuinamente amazonense, como o Bacalhau da Amazônia. “É um momento de celebração, somos parceiros desse projeto desde o início e para nós, empresários, ter um produto de qualidade a nossa disposição é fundamental”, destacou.
O concurso é ainda, segundo Eron Bezerra, a comemoração da terceira safra do Bacalhau da Amazônia. A safra recorde de pescado manejado adquirido pelo Governo do Estado saltou de 2,8 mil toneladas em 2012/2013, para seis mil toneladas, safra 2013/2014.
Concurso
Ao todo são 18 receitas inéditas criadas por chefs de restaurantes associados à Abrasel, sendo 14 pratos criados a partir do corte denominado lombo, dois de ventrecha e quatro utilizaram os dois cortes (ventrecha e lombo).
A criatividade dos chefs será um dos pontos altos do concurso, de receitas tradicionais que ganharam uma releitura aos pratos mais inusitados que irão encantar o paladar de jurados e convidados. Massas, tortas, pizzas, risotos, brownies, sanduíches, bacon de ventrecha, entre outros, são algumas das delícias criadas exclusivamente para o concurso.
Será eleito o prato destaque considerando o tipo de corte utilizado para criação da receita. As 18 receitas concorrentes serão publicadas em um livro que será distribuído entre os convidados.
Às 18h, apenas o corpo de jurados selecionado pela Sepror e Abrasel farão a avaliação dos pratos. Às 19h, convidados da secretaria e associação poderão degustar os pratos apresentados pelos participantes. O resultado do concurso será divulgado na mesma noite.
Participantes do concurso
Bodega da Vila, Brownnie.com, Buona Massa, Delícias Grill, Estória de Pescador, Flor do Luar, Happy Ice, Kilozito, Loppiano Pizzaria, Restaurante Naia do Hotel Holiday Inn, Najua Restaurante, Palazzolo, PHD da Gastronomia, Requinte Pães e Tortas, Shin Suzuran, Taboo Sushi & Dinning Club, Tambaqui de Banda e Zefinha Bistrô.
O Bacalhau da Amazônia
O Amazonas, através da primeira Fábrica de Bacalhau da Amazônia, construída em Maraã, começou a produzir o bacalhau em 2011. A fábrica tem capacidade industrial instalada para 1,5 mil toneladas de pescado ano.
O secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, destaca que é preciso esclarecer, inicialmente, que Bacalhau não é um peixe e, sim, um produto industrial, fabricado a partir de alguns tipos de pescado, como Cod (Gadus morhua), Cod Pacific (Gadus macrocephalus), Ling (Molva molva), Zarbo (Brosmius brosme) e Saithe (Pollachius virens), assim como o Pirarucu (Arapaima gigas).
A técnica de processamento do Bacalhau da Amazônia, segundo ele, obedece essencialmente às seguintes etapas: tratamento sanitário apropriado, evisceramento do pescado, salmoramento e desidratação mecânica, de tal maneira que o produto industrial não ostente mais do que 45% de umidade relativa ao final do processo.
“Um bom bacalhau exige um peixe de posta grossa e, é nesse particular, que o pirarucu se destaca e torna-se imbatível, pois pode chegar até 250 kg e medir mais de três metros de comprimento. Seus concorrentes diretos, como o Gadus, Ling, Zarbo e Saithe, ostentam peso e tamanho que oscilam entre 15 a 50 kg e máximo 1,50 metros”, destaca.
Veja mais notícias em Releases