02/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Greve na Suframa tem previsão de R$ 200 milhões de prejuízo diário às indústrias e comércio de Manaus

Publicado em 19 de fevereiro, 2014

Os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) começaram nesta quarta-feira (19/02) uma greve geral por tempo indeterminado. O prejuízo pode chegar a R$ 200 milhões por dia para a indústria e o comércio, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa, Anderson Belchior. O valor é confirmado pelo presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

As atividades também devem paralisar nas unidades dos Estados de Rondônia, Acre e Amapá. Os cerca de 400 servidores públicos da Suframa querem reajuste salarial, entre outras reivindicações.

Segundo Belchior, a greve foi decidida depois que fracassaram as tentativas de acordo com o Governo Federal para a estruturação do plano de cargos e carreira dos funcionários.

Durante a greve, apenas 30% da categoria deve permanecer trabalhando para não parar os serviços essenciais.

Nota da Suframa

O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, divulgou nota em seu facebook pessoal sobre a greve. Leia a íntegra da nota:

Quero me dirigir a cada servidor da SUFRAMA: Hoje se inicia a greve decidida pela categoria dos servidores, em busca de melhoria salariais. Uma decisão livre que respeitamos.

Desde que assumimos a direção da SUFRAMA, verificamos a realidade de defasagem salarial e incluímos em nosso Plano de Trabalho a busca da reestruturação do Plano de Cargos e Salários. Sempre manifestamos nosso posicionamento sobre a questão.

A demora na solução, que não depende diretamente de uma decisão dessa Superintendência, levou à greve. Nesse período, não abrimos mão do diálogo, tanto com os representantes dos servidores quanto com o Ministério do Planejamento, responsável pela política salarial do Governo Federal. Continuaremos nesse caminho.

O que não podemos esquecer é o objetivo fundamental: Construir uma solução para questão salarial. Haverá propostas e posturas radicais, que nada constroem. A categoria tem de ter a maturidade para discernir o que atende aos interesses dos servidores.

Outro aspecto fundamental é o absoluto respeito a quem desejar exercer o direito de greve. De igual forma, o respeito à quem desejar trabalhar. O respeito mútuo, as relações pessoais devem ser preservadas. Com uma postura firme, madura e inteligente construiremos uma solução permanente.

 

Thomaz Nogueira

Superintendente.

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