Com cartazes, faixas e freses pedindo justiça aos animais, cerca de 250 pessoas entre ativistas e simpatizantes da causa animal, marcharam neste sábado (15/02), no calçadão da Praia da Ponta Negra, zona Oeste. O protesto pacífico faz parte do circuito nacional da “Marcha da Defesa Animal”, que aconteceu em diversas cidades. Em Manaus, o evento é realizado desde o ano passado pela ONG Pata (Proteção Adoção e Tratamento de Animais). Este ano, a reivindicação nacional é para o aumento das penas para quem cometer crimes contra animais. Atualmente a pena vai de três meses a um ano de prisão, muito branda diante de tantas barbaridades cometidas. Os ativistas da Marcha pedem a reformulação da pena, para o tempo mínimo de 8 anos e 1 mês à 10 anos, para crimes cometidos contra animais.
No âmbito local, os participantes pediam do poder público municipal, a criação do “Instituto de Proteção à Fauna” e um posicionamento do Prefeito Arthur Neto, sobre o que será feito com animais de rua, já que a Fifa exige que a área no entorno da arena da Amazônia terá que está limpa, para receber os turistas. “Nosso medo é que ocorra um extermínio em massa de animais. Depois que a carrocinha leva os cães e gatos de rua para o Centro de Zoonoses eles são eutanasiados, sem a menor chance de serem adotados”, declara a vice-presidente da Pata, Erika Schloemp.

Os manifestantes pediram o aumento da pena para crimes cometidos contra os animais. Foto: Divulgação
A Pata criada em 2011 é uma organização não governamental e não possui nenhum tipo de apoio do poder público. Os custos para a realização de seus eventos saem de doações e da diretoria da ONG. Em dois anos a Pata já realizou diversos manifestos co-parceiros de organizações nacionais, além de feiras e campanhas de conscientização.
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