30/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Amazonas tem 25 nomes na ‘lista suja’ do trabalho escravo, região Norte lidera casos.

Publicado em 28 de janeiro, 2014

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, no último mês, a lista com os nomes dos empregadores que mantiveram trabalhadores em condições de escravidão, o relatório do MTE é atualizado semestralmente e, até o momento, soma 25 pessoas ou empresas flagradas na prática ilegal no Amazonas.

Além dos dados das pessoas ou empresas, o ministério destaca os quatro Estados brasileiros que mais aparecem no cadastro. O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é celebrado nesta terça-feira (28). A data foi escolhida para homenagear quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego que foram assassinados durante uma ação de denúncias de trabalho escravo em Unaí, Minas Gerais, em 2004.

O titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas, Dermilson Chagas, alerta para a ocorrência de irregularidades em outros municípios como Humaitá, Parintins e Manicoré, principalmente nas atividades agropecuárias.

“A fiscalização do Trabalho é contínua, esperamos que com a entrada de novos auditores do Trabalho, no próximo concurso, essas fiscalizações possam ser maiores”, disse o superintendente Dermilson Chagas.

Do total de nomes que aparecem no cadastro, 26,08% foram registrados no Pará, que é o Estado que lidera o ranking de trabalho escravo no MTE. Normalmente, os trabalhos escravos na região estão ligados à extração em fazendas.

Na sequência, aparece o Mato Grosso, com 11,23% dos registros. Operações policiais já resgataram trabalhadores que viviam em situação irregular em carvoarias no Estado

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, nos últimos dezoito anos, cerca de 45 mil pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo

Ranking – O Pará lidera o ranking no Brasil, com o maior número de empregadores inscritos na lista (26,08%), seguido por Mato Grosso (com 11,23%), Goiás (com 8,46%) e Minas Gerais (com 8,12%). Foram incluídos 108 nomes novos, dois voltaram (por força de determinação judicial) e excluídos 17, que se ajustaram aos requisitos administrativos. Ao todo, 579 nomes de empregadores no Brasil flagrados na prática de submeter funcionários a condições análogas à escravidão e/ou degradantes constam no cadastro do MTE.

A lista pode ser consultada, por ordem alfabética, no site do MTE (www.mte.gov.br).

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.