Com a chegada do fim do ano, o Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM) preparou dicas para os trabalhadores que irão receber o 13º salário nos setores públicos e privados. No Amazonas, 918 mil vão receber o abono o que representa a entrada de cerca de R$1,6 bilhão na economia local.
De acordo com o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista, o mês de novembro aumenta a expectativa de muitos trabalhadores assalariados que aguardam com ansiedade o pagamento da primeira parcela do 13° salário e nesse período podem fazer novas dívidas para pagar com o dinheiro.
Por essa razão, ele destacou três pontos principais que devem ser levados em consideração na hora de usar o 13° salário, como: quitar as dívidas antigas; poupar uma parte com o valor; evitar emprestar o dinheiro e, principalmente, não se deixar levar pelo ímpeto do consumismo, típico da época.
Para Evangelista, a primeira iniciativa do trabalhador ao receber o 13º salário é quitar ou refinanciar dívidas que estão há mais de 12 meses atrasadas. “A melhor chance de se livrar das dívidas e saldar as contas atrasadas no dia-a-dia é o dinheiro do 13° e para isso acontecer, o trabalhador deve analisar a sua real situação financeira antes de sair gastando sem freios”, completou o economista.
Quanto à poupança, Evangelista indica para aquelas pessoas mais precavidas a guardar pelo menos a décima parte do dinheiro cuja quantia pode ser utilizada em despesas fixas do ano, como material escolar das crianças em fevereiro. “O mês de janeiro é sempre atípico para o bolso do brasileiro, pois traz consigo os impostos, despesas com material escolar, as contas do Natal e Ano Novo”.
Sobre os empréstimos, o presidente do Corecon/AM afirmou que o procedimento pode resultar em inadimplência e prejuízos principalmente se o emprestador for uma pessoa próxima como amigos e familiares. “Emprestar dinheiro para parentes pode ser o maior ‘suicídio financeiro’ de final de ano. Conhecemos muitos casos em que o trabalhador fez empréstimo para amigos e familiares iniciarem um negócio e não deu certo, gerando prejuízos irreversíveis”, concluiu.
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