Depois de dois anos desativada, a Estação de Piscicultura de Benjamin Constant a produzir. Milhares de larvas de tambaqui foram produzidas na manhã desta quinta-feira (05). As larvas após passarem à condição de alevinos serão doadas a piscicultores de Benjamin Constant. Ao todo, os técnicos estimam que nesta primeira etapa serão produzidos 250 mil alevinos de tambaqui que irão repovoar as dezenas de tanques existentes no município.
A prefeita Iracema Maia logo após o desfile cívico foi inspecionar em companhia do vice-prefeito e secretário municipal de Produção e Abastecimento, João Vieira, Negão, e os vereadores Ares Cabral e Adonias Carvalho.
Segundo João Vieira, a produção da primeira leva de alevinos trouxe uma novidade. É a primeira vez que as larvas foram produzidas fora do período natural de reprodução da espécie, normalmente realizada no período de outubro a março. “Nem em Balbina conseguem fazer isso”, afirmou o vice-prefeito. Balbina localizada na Vila de Balbina no município de Presidente Figueiredo possui um centro de produção de alevinos que abastece todo o Estado.
O vice-prefeito João Vieira com apoio dos técnicos informou que neste primeiro momento serão atendidos 30 piscicultores.
“O nosso objetivo é atender a todos, não só daqui d cidade de Benjamin Constant mas também das comunidades rurais”, afirmou.
Após inspecionar as incubadoras, a prefeita conversou demoradamente com os técnicos envolvidos no projeto de reativação de criação de peixes em tanques no município. Ela demonstrou satisfação com os resultados alcançados na reprodução.
“Graças a Deus estamos aqui constatando o sucesso desse processo com a reprodução de 250 mil alevinos nesse primeiro momento. Até o final do ano vamos promover mais cinco processos. Quem ganha com isso é o setor, os piscicultores que vão ter oportunidade de serem valorizados em seu trabalho. É o primeiro grande passo para reabilitarmos a piscicultura no município”, afirmou a prefeita.
Benjamin Constant possui 256 hectares de espelho d’água para a criação de peixes, distribuídos entre 138 produtores cadastrados. É a segunda região do Estado com a maior quantidade de hectares destinados à criação de peixes.
Por volta de incentivo e apoio nos últimos dois anos, apenas 30% dos produtores estão ainda desenvolvendo a atividade.
Para reabilitar o setor, a Prefeitura adotou algumas medidas. Retomou a estação de alevinagem que estava sob responsabilidade da atual presidência da Associação dos Piscicultores e reiniciou o processo de produção de alevinos.