Um passeio pela trajetória do Bumba-Meu-Boi até chegar aos Bois Bumbás de Manaus – Brilhante, Corre Campo e Garanhão, que mantêm viva a tradição da cultura popular no imaginário das pessoas e nas festas folclóricas da capital amazonense. Essa é a proposta da exposição da socióloga e diretora teatral, Nonata Silva, que será aberta ao público, nesta sexta-feira (09 de agosto), às 10h, no Centro Cultural Usina Chaminé, na Avenida Lourenço Braga, Centro.
Aquarela dos Bumbás: do Bumba-Meu-Boi aos Bumbás de Manaus é um dos projetos contemplados no prêmio do Programa de Apoio às Artes (Proarte 2011), modalidade Arte Popular, do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Cultura. E marca também a estreia da artista em mostra individual.
Segundo Nonata, a exposição uma das várias maneiras que existem de brincar o folguedo (festa popular). “Ela é também uma percepção dos rastros de memórias e das vivências dos sujeitos que faz existir essa história. E o que esperamos é dar visibilidade aos bumbás de Manaus, abrindo caminho para pesquisas e exposições”, disse.
A mostra é fruto de um ano de pesquisa da artista, que buscou na literatura disponível a base para a elaboração de suas próprias peças, mas principalmente nas quadras dos bumbás, nos arquivos dos “brincantes” e nas conversas com quem faz a festa bovina tradicional e moderna em Manaus.
Peças da exposição
Três salas do Centro Cultural Usina Chaminé estão reservadas para a exposição, que poderá ser conferida até o dia 06 de outubro, de terça a sexta-feira, de 10h às 16h, e domingo, de 16h às 20h. No espaço bumba-meu-boi, o visitante poderá conferir o próprio bumba-meu-boi, além de outras peças, como Catirina, chapéus, bandeira, cocais e balões com fitas.
Em outra sala, os artigos e peças estão voltados para mostrar os bumbás de Manaus e seus bailados, com a exposição de estandartes do Brilhante, Corre Campo e Garanhão; a bandeira bumbás de Manaus e ainda estará passando o DVD das apresentações dos três bois no Festival Folclórico de 2012.
Na última sala, o visitante encontrará o espaço relíquias dos bumbás, com mosaico, pergaminho, estandarte e quadro. “Nessa sala há uma breve apresentação de alguns bois bumbás que deram sua contribuição para a cultura popular, mas já foram extintos das arenas”, contou a artista.
Entre os bois que não resistiram ao tempo, estão o Tira Prosa e o seu fundador Antônio Barroso, que neste ano domingo fará participação no Festival Folclórico do Amazonas, no Centro Cultural Povos da Amazônia; um mosaico do bumbá Gitano e o Boi Coringa da Aparecida.
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