30/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo do Amazonas trabalha para incluir indígenas no programa ‘Minha Casa, Minha Vida Rural’

Publicado em 23 de julho, 2013

Impulsionado pelo programa federal “Minha Casa, Minha Vida Rural”, o Governo do Amazonas planeja a construção de até duas mil unidades habitacionais em terras e comunidades indígenas do Estado até o fim deste ano. Para cumprir esta meta, a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) tem intensificado o cadastro de agricultores familiares indígenas junto ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável de Estado do Amazonas (Idam), para que obtenham a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP).

O documento faz parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e dá identidade ao agricultor familiar ou associação organizada, interessados em obter crédito rural.

Até o mês de junho, aproximadamente 350 propostas foram encaminhadas aos indígenas e a meta é que esse número chegue a dois mil até dezembro.

No período de 25 a 27 deste mês, a Seind realiza o cadastro de agricultores familiares indígenas no Careiro Castanho (a 102 quilômetros de Manaus),

Aumento

De acordo com o Departamento de Etnodesenvolvimento (Detno), da Seind, a procura pela DAP tem aumentado entre os indígenas. Em 2012 o número de acesso chegou a 779 autorizações para emissão do documento.

O papel da secretaria tem sido importante nesse processo e o trabalho, que é desenvolvido dentro da câmara técnica “Sustentabilidade Econômica dos Povos Indígenas”, do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O atendimento aos interessados também é feito diretamente no Idam e na própria secretaria, localizada na rua Bernardo Ramos, 179, Centro de Manaus.

“Nós fazemos a triagem, encaminhamos a ficha para o Idam e já estamos na expectativa de chegar ao número almejado para este ano”, informou o chefe do Detno, Zuza Cavalcante.

Moradia e luz

O interesse em adquirir a DAP tem sido impulsionado também por dois motivos, que atingem diretamente o dia a dia dos indígenas no Careiro Castanho. Um deles refere-se à moradia. Ao menos quatro comunidades indígenas pretendem se inscrever no programa de habitação “Minha Casa, Minha Vida Rural”, mas precisam da DAP para a obtenção do benefício junto à Caixa Econômica Federal.

O outro motivo é a inserção dessas comunidades no programa “Luz para Todos”, com suporte da Seind.

A atividade no Careiro deverá reunir 26 lideranças indígenas locais, que pretendem discutir, ainda, a possibilidade de as comunidades receberem outros indígenas que moram em na periferia de Manaus para trabalhar com agricultura.

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